21-03-2025 - Relato de mulher arrependida por transição de género serve de alerta para jovens

Manifestante relata a sua experiência durante julgamento sobre proibição de tratamentos de transição de género para menores nos EUA. Prisha Mosley, 26 anos, descreveu o seu arrependimento por ter agido de maneira apressada.
Prisha, que iniciou a sua transição de género na adolescência e posteriormente decidiu destransicionar, compartilhou o seu relato sobre os efeitos físicos e emocionais que enfrenta até hoje.
Ela foi diagnosticada com disforia de género aos 15 anos. Após o diagnóstico, iniciou o uso de bloqueadores hormonais e, aos 16, recebeu Depo-Provera para suspender a sua menstruação. Aos 17, começou a tomar testosterona, cujos efeitos descreveu como “quase imediatos e permanentes”.
Aos 18 anos, passou por uma mastectomia dupla irreversível, conhecida como “”. Ela afirma que o procedimento foi realizado sem orientações claras sobre os riscos: “Eu não fui avisada do que poderia acontecer”, disse.
Hoje, ela relata perda de sensibilidade no peito e dificuldades para amamentar o filho, nascido há seis meses. Segundo Prisha, a reconstrução dos mamilos realizada durante a cirurgia comprometeu a saída do leite materno.
Reflexões sobre o passado
Prisha contou que sua transição começou após interações com ativistas de disforia de género em fóruns online, enquanto enfrentava depressão, ansiedade e anorexia. Ao procurar ajuda médica, foi rapidamente diagnosticada como transgénero e iniciou tratamentos hormonais: “Eles disseram: ‘O teu corpo está errado. Vamos dar-te remédios para isso’”, relatou.
Hoje, ela questiona o papel dos profissionais de saúde: “Eu realmente pensei que os meus médicos eram meus salvadores, mas agora vejo os danos que essas decisões causaram à minha saúde”.
Processo de destransição
Prisha iniciou a sua destransição aos 24 anos, influenciada pelo relacionamento com o seu atual parceiro e a convivência com a filha dele, que a chamava de “mãe”. Esse vínculo a levou a reconsiderar sua identidade de género.
“Ela disse-me a verdade, e foi assim que eu saí disso”, admitiu. Atualmente, Prisha lida com problemas de saúde crónicos e precisa de suplementação hormonal para estabilizar os níveis de estrogénio e progesterona.
Apesar disso, acredita que sua história pode ser um alerta: “Eu fiz parte da experiência. A experiência é um fracasso catastrófico”.
Agora uma ativista contra tratamentos de redesignação de género em menores, Prisha busca consciencializar pais e médicos sobre os riscos: “Ninguém tem o direito de magoar uma criança. Continuarei a defender a verdade, o amor e a ciência para proteger as nossas crianças”.
O seu relato traz à tona as complexas implicações médicas e emocionais dessas intervenções e alimenta o debate nacional sobre o tema, em análise pelSupremo Tribunal dos Estados Unidos.
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