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16-10-2025 - Maioria dos que não frequentam igreja dizem que iriam se fossem convidados, diz pesquisa

Descrentes iriam à igreja se fossem convidados 

 

     Uma nova pesquisa revelou que a maioria das pessoas fora da igreja não é tão resistente à fé quanto muitos imaginam. Segundo o autor e pesquisador eclesiástico Dr. Thom Rainer, grande parte dos americanos que não são Cristãos está aberta a visitar uma igreja — o problema é que ninguém os convida.

     Ao mesmo tempo, quase metade dos Cristãos admite não ter evangelizado ninguém há meses, o que revela uma lacuna crescente entre a abertura do público e o alcance da Igreja.

     O estudo, conduzido pela Lifeway Research, mostra que, embora a disposição exista, apenas cerca de 60% dos Cristãos americanos afirmam ter convidado um não crente para a igreja nos últimos seis meses. 

 

‘Se os não crentes estão dispostos, por que não os convidamos?’

     Quando questionados, 40% dos Cristãos disseram não conhecer ninguém para convidar. Outros alegaram que não convidam mais ninguém devido a recusas anteriores, desconforto ou a crença de que não era sua responsabilidade.

     Para Scott McConnell, diretor-executivo da Lifeway Research, o problema não é apatia — é proximidade:

     “É preciso intencionalidade para conhecer novas pessoas na sua comunidade e ter oportunidades de convidá-las”.

     Segundo Scott, o convite não deve se limitar a encher os bancos. Deve focar-de na presença: “As pessoas nos Estados Unidos não estão mais a relacionar-se. Um convite para ir à igreja é um convite para participar de atividades de que gosta, uma mensagem que lhe traz esperança e relacionamentos consigo e com os outros”, explicou ele.

     A pesquisa também indica que muitos americanos que não frequentam igrejas aceitariam participar de eventos como reuniões e projetos sociais. Scott declarou que isso é uma boa notícia — desde que os Cristãos ampliem a visão sobre o que significa evangelizar.

     “Às vezes, o primeiro passo é convidar alguém para algo fora do culto de domingo. Eles podem não estar prontos para o culto, mas estão prontos para a comunidade”, afirmou ele.

Principal obstáculo

     Conforme a pesquisa, o principal obstáculo é o medo — medo de rejeição, constrangimento ou de ofender alguém. No entanto, Scott explicou:

     “A realidade é que a maioria das pessoas sem igreja não se ofende quando um amigo fala com elas sobre fé. O medo costuma ser maior no Cristão do que na pessoa com quem ele estaria a falar”.

     E continuou: “Por outras palavras, o muro não está no coração dos nossos vizinhos — está nas nossas cabeças”.

     Muitos Cristãos dizem querer falar do Evangelho, mas não se sentem preparados ou vivem isolados em círculos Cristãos. 

     Sobre isso, Scott alertou que esse isolamento pode minar silenciosamente a nossa responsabilidade missionária como embaixadores da parte de Cristo (2 Cor. 5:20).  “Há um número pequeno, mas significativo, de Cristãos que parecem não ter contacto com pessoas que não vão à igreja”.

     Para solucionar este problema, Scott sugeriu que os Cristãos tivessem uma mudança de postura.

     “Às vezes, a coisa mais poderosa que pode fazer é fazer um convite simples e pessoal. Não é um debate, não é um discurso de vendas. É apenas dizer: 'Vem comigo'”.

     “E ‘igreja’ nem sempre significa domingo de manhã. Pode significar um churrasco, um evento ou um dia de voluntariado. Há muitas maneiras de apresentar a vida da igreja a alguém sem que isso seja forçado”, acrescentou.

     Por fim, a pesquisa revelou que o campo missionário não fica “do outro lado do oceano”. É muito mais perto, “do outro lado da rua”.

     “Um convite não significa apenas trazer alguém a um prédio; trata-se de oferecer esperança, comunidade e um relacionamento que pode mudar a vida da pessoa. Há pessoas que diriam ‘sim’, se ao menos perguntássemos”.

- in Mission Network News e Uca News

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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