07-11-2025 - Mulheres que recusam negar a Cristo no Irão vivem pesadelo

O governo do Irão iniciou a implementação das chamadas “clínicas de hijab”, centros criados com o objetivo de promover o uso obrigatório do véu islâmico entre mulheres. A medida, anunciada por autoridades locais, é apresentada como uma alternativa às punições legais e financeiras impostas àquelas que desrespeitam o código de vestimenta vigente no país.
No entanto, a iniciativa tem gerado preocupação entre organizações de direitos humanos e representa mais um obstáculo para mulheres cristãs que vivem sob o regime islâmico.
Segundo o governo iraniano, as clínicas oferecem aconselhamento psicológico, oficinas educativas e sessões de reeducação com foco na importância do hijab como expressão da identidade pessoal e social feminina. Esses centros fazem parte de um plano nacional denominado “Noor”, destinado à promoção da modéstia pública.
A política reforça diretrizes introduzidas de forma mais rigorosa desde o caso de Mahsa Amini, após ser presa por supostamente violar as regras de vestimenta. O episódio provocou manifestações dentro e fora do país e levou à intensificação de medidas por parte do governo.
Entre os casos notificados, destacam-se duas mortes ocorridas em 2024. A estudante afegã Arezo Khavari, de 16 anos, residente em Teerão, e a iraniana Ainaz Karimi, de 17 anos, tiraram a própria vida em decorrência de pressões relacionadas ao comportamento e à estética pessoal. Segundo familiares, Ainaz havia sido suspensa da escola por uso de esmalte e desenho nas sobrancelhas, e enforcou-se durante o período de afastamento.
Prisões de cristãos convertidos continuam
Paralelamente às ações voltadas ao controlo do comportamento feminino, autoridades iranianas mantêm a repressão a Cristãos convertidos de origem muçulmana, prática considerada crime no país.
No dia 5 de novembro de 2024, o Tribunal Revolucionário da cidade de Karaj condenou o cristão Toomaj Aryan-Kia a dez anos de prisão. Segundo a sentença, ele foi responsabilizado por “propagação do Cristianismo” e “colaboração com governos hostis”. Informações de organizações internacionais de direitos humanos indicam que Toomaj é apenas um entre pelo menos seis convertidos ao Cristianismo que receberam sentenças iguais ou superiores a dez anos somente em 2024.
- in The Christian Post
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