12-02-2026 - Agência missionária revela os desafios de evangelizar a Mongólia: "Menos de 1% são cristãos"
Apesar dos inúmeros desafios, há sinais do avanço da obra missionária
Para pregar aos mongóis, os missionários enfrentam o frio rigoroso, a resistência cultural ao Evangelho e a dinâmica nómada de um terço da população.
A Mongólia, um dos países mais isolados e frios do mundo, é considerada um dos campos missionários mais desafiadores da atualidade.
Uma agência missionária explicou quais são os maiores obstáculos que os missionários enfrentam para evangelizar no país asiático, que está dentro da Janela 10/40 – a região do mundo menos alcançada pelo Evangelho.
“Fazem agora 16º negativos e estamos a entrar no inverno. Aqui é a capital mais fria do mundo”, disse um missionário no Instagram.
“A Mongólia é um dos maiores desafios missionários da atualidade. Um país com apenas duas fronteiras, ao norte, a Rússia, ao sul, China. Entre esses dois gigantes, uma população de 3 milhões e 500 mil pessoas”, explicou.
Mais de metade da população mongol vive em Ulaanbaatar, a capital mais fria do mundo, e em duas cidades de porte médio.
Segundo o missionário, outra parte está distribuída em 18 pequenas cidades e cerca de 330 vilas. Na Mongólia, há povos nómadas que migram de acordo com as condições climáticas e agropecuárias.
“Um terço da população é nómada e vive em acampamentos provisórios, deslocando-se entre as estepes e o deserto de Gobi, algo à volta de 188 mil acampamentos”, afirmou.
Levar o Evangelho ao povo nómada – cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas – é um dos grandes desafios. Como estão sempre em movimento, os missionários encontram dificuldades em plantar igrejas e promover o discipulado.
Resistência ao Evangelho
Além disso, a cultura é resistente à fé cristã. “A maior parte da população identifica-se com o budismo, a outra parte mantém a prática tradicional do xamanismo. A cosmovisão budista e xamânica é uma forte resistência ao Evangelho”, observou.
Com menos de 1% da população urbana e semi-urbana a identificar-se como Cristãos, a Mongólia é considerada um país com povos não alcançados.
“Na população nómada, a percentagem de Cristãos é ínfim, de fato irrisóri”, pontuou.
Conversões
Mesmo com os desafios climáticos e culturais, vários missionários ali têm testemunhado frutos da pregação das Boas Notícias no país.
“Há múltiplos sinais da manifestação da graça de Deus nesta nação. Pessoas convertendo-se, famílias sendo transformadas, pequenas igrejas nascendo em diferentes lugares”, disse.
Ele pediu oração pela missão na Mongólia. “Quero encorajá-lo a colocar a Mongólia nas suas orações e a considerar a possibilidade de juntamente com a sua igreja se comprometer no trabalho missionário, de alguma forma, neste país”, concluiu ele.
Lucas e Juliana, um casal missionário brasileiro, que possuem três filhos, têm servido entre o povo nómada.
- in Guiame
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