02-07-2026 - China reescreve a Bíblia alterando versículos e transforma Jesus em assassino

Bíblia sobre a bandeira da China (Foto: Reprodução)
O Partido Comunista da China está a implementar uma revisão da Bíblia, que chamam de “atualização”, introduzindo valores socialistas e removendo conteúdos que divergem das crenças do partido. A iniciativa visa confundir os Cristãos e dificultar a conversão, de acordo com informações da Hardwired Global.
Tina Ramirez, fundadora da Hardwired Global, observa que as tentativas anteriores de forçar os Cristãos a negar a sua fé levaram a um crescimento exponencial da igreja subterrânea. Diante disso, o Partido Comunista Chinês intensificou os seus esforços, focando na própria escritura sagrada.
Um exemplo notório de alteração aparece num livro didático do ensino secundário, onde uma revisão comunista do capítulo 8 de João, que narra a história da mulher adúltera, retrata o Senhor Jesus a apedrejar a mulher após dispensar a multidão. A nova versão afirma que o Senhor Jesus disse “Eu também sou pecador”, após a ação.
O versículo agora diz: Jesus disse certa vez à multidão enfurecida que tentava apedrejar uma mulher que havia pecado: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. Ao ouvirem suas palavras, pararam de avançar. Quando todos saíram, Jesus apedrejou a mulher ele mesmo e disse: “Eu também sou pecador”.
Bob Fu, presidente da ChinaAid, relata a escalada dessa perseguição, com a proibição total de Bíblias para crianças e a remoção forçada de aplicativos bíblicos de todas as lojas de comércio eletrónico. Milhares de crianças cristãs chinesas foram obrigadas a assinar declarações renunciando à sua fé em público.
Segundo Todd Nettleton, da organização Voz dos Mártires, a motivação central do Partido Comunista Chinês é o controlo. Eles percebem o Evangelho e a mensagem cristã como elementos que podem diminuir o poder do partido. A nova tradução bíblica com viés socialista é vista como mais um passo para controlar a igreja e cooptar o Cristianismo, alinhando-o aos interesses do partido.
Apesar das ações governamentais, um pastor chinês anónimo teria declarado que os governantes escolheram um inimigo que não pode ser aprisionado, prevendo a derrota do regime. A perseguição, em vez de reprimir, tem impulsionado o crescimento da igreja na China, que já ultrapassa o número de membros do partido comunista.
- in Folha Gospel
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