26-03-09 - Igreja Emergente – Já ouviu falar dela? Sabe o que é?
A igreja pós-moderna, agora na moda, ou como os seus membros preferem se designar, “Igreja Emergente”, é bíblica ou não?
Está a surgir um novo tipo de igreja que tem atraído milhares de jovens evangélicos em que os seus membros não se parecem, nem vivem como o Cristão verdadeiramente bíblico.
A igreja emergente e os seus membros nascem promiscuamente nesta e desta nossa presente sociedade mais liberal.
Têm o hábito de interagir com o mundo pós-moderno.
Na época em que vivemos muitas pessoas já não crêem na verdade absoluta. No mundo pós-moderno as pessoas caracterizam-se por enorme ambiguidade, falta de autoridade centralizada, nem sempre sabendo o que pensam. É por isso muito difícil à chamada igreja emergente pós-moderna fazer juízos. Por exemplo, não vão dizer muito sobre o aborto ou a homossexualidade.
Sacrificam a verdade por quererem ser populares e relevantes na sociedade hodierna.
A sua ênfase está colocada na juventude e no que está na moda.
Como estes chamados pós-modernos não pretendem definir as suas crenças, isso dá-lhes licença para pecar. Assim, não vêem nenhum problema em um homossexual ser membro da igreja. Para eles trata-se de uma questão de preferência, como gostar-se, ou não, de chocolate. Na igreja emergente pode-se viver como se quer. Ambiguidade é tão grande que se alguém quer pecar, peca sem qualquer culpa.
A igreja do século 20 começou numa batalha pelos fundamentos da fé cristã. Durante aquele período, os evangélicos (i.e., cristãos verdadeiramente bíblicos e fieis à verdade do Evangelho) experimentaram um crescimento sem precedentes. Mas passado algum tempo, muitos dos principais seminários e escolas e institutos bíblicos começaram a comprometer-se, fazendo concessões à filosofia pós-moderna do humanismo secular de nível superior.
O resultado, patente nos dias em que vivemos, é que os pastores que se formaram, e formam, nesses seminários, escolas e institutos, conhecem muito pouco a Bíblia, as suas doutrinas fundamentais, a evangelização, etc.
A juntar a isto, a lavagem cerebral a que os nossos filhos foram sujeitos, feita dentro das escolas públicas pelos humanistas seculares, desde a pré-escola até o ensino superior (especialmente nos cursos de pós-graduação), tem produzido uma geração pós-moderna que é avessa aos absolutos morais, ao Evangelho que é o único caminho de salvação e à autoridade da Palavra de Deus.
É espantoso verificar o grau de desconhecimento da Bíblia reinante nestes círculos. O único antídoto para aqueles que sofreram esta lavagem cerebral humanista durante muitos anos é uma genuína conversão a Cristo, acrescida de um tempo investido no estudo minucioso e profundo da Palavra de Deus.
Este movimento bebe da essência do antinomianismo [significa sem lei, ou regra], uma filosofia na qual os adeptos questionam mais a Bíblia e os fundamentos da fé do que o ensino e a influência anticristãs da sua formação educacional secular. Eles contam com o apoio de Hollywood, dos media esquerdistas e da música “heavy beat” que transmite mensagens antibíblicas num apelo às emoções, enquanto a mente é deixada de lado. Tal música pode, muitas vezes, apelar aos impulsos da carne e já invadiu as igrejas, onde muitos líderes eclesiásticos alegam que ela lhes presta um auxílio no processo de “crescimento da igreja”, tentando provar, com isso, que estão no “caminho certo”.
Entre os falsos ensinos que brotam da Igreja Emergente encontra-se uma forma não tão subtil de ataque à autoridade da Bíblia – um claro sinal de apostasia. Eles não afirmam mais: “Assim diz o Senhor” (apesar dessa expressão ser usada por mais de duas mil vezes na Bíblia), por temerem que isso ofenda as pessoas que apregoam a igualdade de todas as opiniões quanto ao seu valor. A Palavra de Deus não é mais interpretada por aquilo que realmente diz; em vez disso, é interpretada por aquilo que diz a si, desconsiderando, assim, o facto de que a formação educacional e a experiência de vida de uma pessoa podem influenciar a maneira pela qual ela interpreta as Escrituras, a ponto de levá-la irreflectidamente a um significado nunca planeado por Deus para aquele texto.
Alguns dão a entender que Jesus foi um “bom homem, até mesmo um bom exemplo, mas Deus?”. Disso eles não têm certeza. Outros têm relutância em chegar a tal ponto de questionamento, porque se Jesus não é Deus que “se fez carne”, então não temos um Salvador. Entretanto, há outros da Igreja Emergente que põem em dúvida o milagre da concepção virginal de Cristo, a Sua morte substitutiva e expiatória, a Sua ressurreição corporal e, obviamente, questionam mais de mil profecias bíblicas, tanto as que já se cumpriram, quanto as que ainda estão por se cumprir, as quais descrevem o maravilhoso plano de Deus para o nosso futuro eterno. Uma indicação da situação em que eles realmente se encontram é evidenciada pelas declarações de um dos seus principais líderes que diz não crer no arrebatamento pré-tribulacionista. Porquê? Porque não aceita a divina inspiração e autoridade da Bíblia.
Os mestres pós-modernos que se denominam “evangélicos”, embora neguem a “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Judas 3), são ágeis a dizer o que eles e outros filósofos heréticos pensam, porém, raramente dizem o que Deus deixou registado por escrito na Sua biblioteca de sessenta e seis livros, a Bíblia. Cremos que eles, na verdade, são hereges, apóstatas e lobos “disfarçados de ovelhas”. A maior parte dos conceitos que os movem não passam daquilo que costumava ser chamado de modernismo ou liberalismo, ainda que expressos com uma terminologia pós-moderna.
Os participantes neste movimento têm sido descritos como evangélicos, pós-evangélicos, liberais, pós-liberais, carismáticos, neo-carismáticos e pós-carismáticos. Que grande confusão! Em vez de enfatizarem a salvação, muitos na igreja emergente enfatizam o aqui e agora. Que grande degeneração!
É difícil obter deles informações quanto ao que realmente crêem, mas eles sabem, muito bem, que não crêem nos fundamentos da fé bíblica.
Pastores inexperientes e mal alicerçados na Palavra de Deus estão a ser influenciados por essa forma actual de apostasia. Se tais pastores, porventura, “comprarem” essas ideias nitidamente heréticas, levarão as suas igrejas ao desvio da verdade, através de falsos ensinamentos. Se os líderes cristãos proeminentes e bem conhecidos não se opuserem abertamente a essa distorção apóstata, é muito provável que se cumpram, negativamente, as palavras de Paulo: “entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho; e que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (Actos 20:29,30).
Ao procurar uma igreja, certifique-se de avaliá-la pela importância que dá à Palavra de Deus. Lembra-se dos crentes “de Bereia”? Eles pesquisavam diariamente nas Escrituras para saber se os ensinamentos de Paulo e Silas eram legítimos e coerentes: “Ora estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Atos 17.11).
“...virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (2 Timóteo 4.3).




