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15-04-09 - Cristãos Romanos teriam sido mais pobres do que os não-crentes

s_calisto_catatumba.jpg     Uma recente pesquisa feita aos ossos dos primeiros Cristãos em Roma sugere que eles seriam geralmente mais pobres do que os Romanos não-Cristãos.

     Investigadores analisaram exemplares de ossos de 22 esqueletos encontrados nas Catacumbas de S. Calisto na Via Ápia, que foram usadas desde os Séc. III a V AD. Crê-se que as catacumbas de Roma abriguem, na totalidade, cerca de meio milhão de túmulos.

     Os investigadores procuraram colágeno nos ossos dos esqueletos, procurando especificamente carbono e conteúdo de isótopo estável de nitrogénio, que ajuda a indicar a espécie de dieta que as pessoas tinham.

     Os investigadores descobriram que os 22 esqueletos examinados pareceram vir todos da mesma comunidade e indicavam que as pessoas partilhavam dos mesmos hábitos alimentares.

     Comparados com outros esqueletos Romanos e Mediterrânicos estes ossos tinham taxas mais elevadas de nitrogéneo mas menores níveis de carbono, sugerindo que se alimentavam mais peixe de água doce.

     Em média, o peixe de água doce parece ter representado 30% da dieta destes primeiros Cristãos Romanos.

     A equipa de pesquisa disse, “Apesar de se distanciarem das interdições alimentares Judaicas e geralmente evitando derivados alimentares dos sacrifícios pagãos, os primeiros Cristãos primitivos normalmente terão supostamente comido a mesma comida que os seus contemporâneos não-Cristãos, reporta o Times.

     “Dentro do contexto mais vasto do que é correntemente conhecido dos hábitos dietéticos Romanos, a inclusão do peixe de água doce surge inesperadamente e levanta também questões sobre as origens sociais do Cristianismo.

     “Quando os Romanos comiam peixe, crê-se normalmente que eles consumiam peixe do mar. O peixe de água doce não tinha sido considerado como um ingrediente essencial da dieta clássica Romana.”

     No começo do Séc. IV AD, o Imperador Diocleciano tentou fixar o preço do peixe de água doce a um terço do valor do peixe do mar, permitindo assim que os pobres o comessem. O peixe de água doce em Roma provinha na sua maioria do rio Tibre e teria sido uma fonte de alimentação gratuita ou barata.

     Leonard Rutgers do Jornal de Ciência arqueológica, que conduziu a equipa de investigadores, disse que as suas descobertas revelavam “que pelo menos a pequena selecção dos primeiros Cristãos analisados era tudo gente simples, sugerindo que a inclusão do peixe de água doce seria indicativa de uma falta relativa de prosperidade e não de comportamento ascético motivado religiosamente”.

Christian Today

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