13-05-09 - Homem com passado selvático torna-se salvador no Sudão
Para alguns é conhecido como o pregador mzungo (homem branco). Para outros ele é um mau rapaz agora corrigido. E, para outros ainda, ele é conhecido como o pastor metralhadora. Mas para as pequenas crianças do Sudeste do Sudão que estão em risco de morte ou escravidão às mãos do cruel grupo rebelde Exército de Resistência Lord, ele é simplesmente um salvador.Todos os dias ele vive não sabendo se verá o nascer do sol seguinte. Ele não é um fora da lei ou um homem com uma doença terminal. Ele é um pastor metralhadora no meio de nenhures, em África, numa missão perigosa para salvar as crianças do Sudão dos horrores inescrupulosos levados a cabo por um grupo rebelde local louco.
Sam Childers é um homem que nem sequer acabou a escola secundária, tendo começado a drogar-se aos 11 anos de idade, tendo-se metido em mais lutas do que a sua mente que se pode recordar. Mas este homem problemático, que muitos tinham considerado ser uma causa perdida, foi capturado pelo Senhor e usado para demonstrar o Seu amor no meio de uma brutalidade extrema e desespero (Não perca o vídeo na primeira página do site deste link).
Ele acrescentou, “Penso que se eu pude modificar-me, toda a gente pode modificar-se.”
A sua história soa mais a mito do que a realidade, quando se ouve pela primeira vez. Ele diz que a protecção de Deus é a razão de ainda estar vivo, no meio daquela guerra tremenda no Sudão. Os perigos espreitam em cada esquina e a todo o instante. O seu espírito combatente de sempre continua nesta nova luta que abraçou, mas de modo diferente. “A diferença é que hoje eu combato por crianças e famílias a quem Deus me enviou para proteger.”
Sacrificando a vida de conforto que tinha nos EUA, o pregador metralhadora passou a maior parte dos passados dez anos no Sudeste do Sudão e na parte Nordeste do Uganda a edificar a aldeia de crianças Angels of East Africa e a encher o orfanato com crianças que ele resgatou dos ataques mortais do Exército de Resistência Lord (ERL).
Ele recorda, num livro que escreveu, as cenas horrendas dos ataques do ERL. Numa aldeia, ele recorda “o fedor intenso de carne humana queimada” e os gritos que ouvia dos feridos.
Uma mulher jovem ficou ensopada no próprio sangue de um peito que lhe tinha sido cortado com um machado por um soldado do ERL. Em outros ataques, os soldados do ERL queimaram pessoas vivas e forçaram o canibalismo. Eles até forçaram crianças a matar as suas próprias mães, pois de outro modo seriam mortas.
As crianças capturadas com vida são forçadas a juntar-se ao ERL como soldados infantis, escravas sexuais, ou carregadoras de cargas.
Ninguém sabe o que é que o ERL está a combater quando eles tresloucadamente aterrorizam aldeões no Sudeste do Sudão e Nordeste do Uganda.
Childers chega a ter de usar a força das armas para defender as crianças. Ele diz ser contra a violência, mas afirma que não se pode deixar que as crianças sejam estupradas, assassinadas e estropiadas.
“Actuo em auto-defesa procurando proteger as crianças de Deus,” diz ele. Não sou um assassino. Não gosto de magoar ninguém. Mas ao mesmo tempo estas pessoas têm de ser paradas. Você ficaria indiferente se visse alguém fazer mal a uma criança?”
Desde 1988, Childers tem trabalhado com o governo Sudanês e os Sudaneses locais no Sudeste para salvar as crianças dos rebeldes do ERL. O seu ministério, Angels of East Africa, distribui 2.400 refeições por dia. A aldeia de crianças tem dormitórios, uma escola primária, creche, clínica, campo de jogos para crianças e um edifício para a igreja.
Acima de tudo, a sua operação Africana libertou mais de 900 refugiados de todas as idades, sendo que mais de metade deles são crianças que foram capturadas pelo ERL.
“Creio em absoluto que um pregador normal com educação universitária nunca poderia fazer o que faço.,” diz Childers livro que escreveu. “Não porque não tenha o desejo, mas porque não está equipado com a experiência que Deus me deu.”
“Se eu tivesse morrido durante aqueles anos, teria certamente ido para o Inferno,” admite o ex-dependente e traficante de drogas. “Mas quando me rendi a Ele, um novo plano entrou em acção, e nasceu um novo ministério.”
Childers cresceu numa família Cristã mas foi apanhado nas drogas, sexo, e violência durante a sua juventude e parte da sua vida adulta. Porém a constante oração da sua mulher, Lynn, que aceitou Jesus Cristo como seu Salvador primeiro, em 1987, ajudou a levá-lo à conversão a Cristo durante uma reunião em 1992. Ele fez a sua primeira visita ao Sudão em 1998 como voluntário para um projecto de construção dirigido por um ministério Cristão. Mas a injustiça e necessidade desesperada que ele viu durante aquela viagem prendeu o coração de Childers e levou-o a decidir devotar toda a sua vida a ajudar as pessoas do Sudeste do Sudão.
A sua mulher e filha, Paige, têm apoiado Childers no seu ministério. Durante muitos anos a família ficou separada quando a sua mulher e filha ficaram na Pennsylvania enquanto Childers desempenhava o seu ministério no Sudão. A separação colocou grande tensão no seu casamento e relacionamento com a sua filha. Mas Childers disse que a sua filha agora adulta compreende os sacrifícios e o bem que tem resultado dos seus sofrimentos e uniram-se ao ministério.
“Eu não posso recuperar os anos que perdi, “reflecte ele, “mas Deus pode.”
“Sim, eu fui duro e ruim na forma como causei uma série de prejuízos quando era descrente, mas essa dureza e ruindade prepararam-me para sobreviver num ambiente hostil onde muito poucos pregadores poderiam ir e voltar vivos,” escreve Childers no último capítulo do livro. “Deus enrijeceu-me e treinou-me para ser Seu instrumento no Sudeste do Sudão e Uganda.
Não perca o VÍDEO sobre este ministério na primeira página deste site: Angels of East Africa




