16-05-09 - Japão: Índice de suicídios de jovens bate recorde
Não é o materialismo que satisfaz a alma humana. A elevada taxa de suicídios num dos países mais industrializados e ricos do mundo comprova isso.O número de jovens com menos de 30 anos que se suicidaram no Japão em 2008 alcançou o recorde de 4.850, 1,7% a mais que no ano anterior, informou nesta quinta-feira (14) a polícia local.
Em 2008, 32.249 pessoas mataram-se no Japão, uma baixa de 2,6% em com relação aos números do ano anterior, mas ainda acima do objetivo do governo, que luta para descer da linha de 30 mil as mortes por suicídio por ano, segundo a agência local “Kyodo”.
O grupo dos jovens foi o único que mostrou uma taxa elevada em relação ao ano anterior, com 3.438 mortes, 3,9% a mais que em 2007, enquanto os casos de suicídio entre menores de 20 anos subiram 11,5%, para 611 casos.
Segundo a polícia japonesa, a principal motivação para os suicídios foi a depressão, com 6.490 casos.
A taxa de suicídios foi de 25,3 para cada 100 mil habitantes, o que coloca o Japão entre os dez países do mundo com mais casos. O suicídio é a sexta maior causa de morte no Japão.
Suicídio em Portugal
No Alentejo o suicídio tem taxa mais alta do mundo.A taxa de mortalidade atinge 24 em cada cem mil habitantes.
Suicídios no mundo
A percentagem de casos de suicídios em todo o mundo aumentou 60% nos últimos 50 anos. Em comunicado divulgado no "Dia Mundial da Prevenção do Suicídio", a Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que cerca de 3.000 pessoas se suicidam todos os dias no mundo. Isto representa um suicídio cada trinta segundos. o que diz bem que este problema social atinge actualmente "índices extremamente elevados".
O comunicado daquela organização indica que a percentagem de suicídios no mundo nos últimos 50 anos aumentou em 60 por cento – sobretudo nos países em desenvolvimento – e que o suicídio constitui actualmente "a terceira causa de mortalidade na faixa etária dos 15 aos 34 anos".
As taxas de suicídio variam muito entre países; porém, os da Europa, particularmente da ex-URSS, assim como o Japão, a China e a Austrália, são muito altos. Entre os países do hemisfério americano, apenas Cuba figura entre as taxas mais altas.
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