01-06-09 - Pastores dizem: Ouçam a Palavra de Deus; “Twitem” depois
Muitos pastores e líderes de igreja não têm nada contra o “Twitar” [Twittering] e vêem-no como uma ferramenta útil para os Cristãos. Mas quando chegam os momentos de culto, alguns estão a dizer aos crentes para manterem os seus dedos polegares sossegados.“Quando estás em adoração, Adora!”, diz John Piper, famoso pastor e escritor. “Há uma diferença entre comunhão com Deus e comentar a comunhão com Deus.”
Desde o seu lançamento em 2006, o Twitter cresceu para 32 milhões de utilizadores, incluindo um activo grupo de pastores e frequentadores de igrejas. Este serviço de microblogging está a ser oferecido como a rede de crescimento social mais rápida. Há um ano apenas, o tráfego Twitter era de 2 milhões.
Um artigo da revista Time citou, entre outras igrejas, a Igreja Comunitária Westwinds em Jackson, Mich., EUA, onde os “adoradores” que “Twitam” durante os cultos são mostrados em enormes ecrãs de vídeo.
Mas o “Twitering” na igreja tem lançado um debate entre pastores e Cristãos sobre se será apropriado.
“Apesar de pessoalmente eu gostar de “Twitar” e de ter descoberto tratar-se de uma ferramenta útil para partilhar e receber informação, não encorajo as pessoas a usarem o Twitter durante os cultos,” escreveu Josh Harris, pastor da Igreja Covenant Life em Gaithersburg, Md., EUA.
Uma das razões porque Harris não encoraja a sua congregação a “Twitar” durante os cultos é que isso as distrai. Os “Twitadores” podem ser tentados a verificarem os seus e-mails ou a lerem a informação Twitter durante um sermão. As suas mentes podem estar concentradas no Twitter em vez de na adoração. Além disso, os minutos que eles usam para “Twitar” são minutos em que eles não estão a escutar o sermão activamente.
“A coisa mais importante que posso fazer quando estou sentado a ouvir a pregação da Palavra de Deus é escutar o que Deus me está a dizer,” assinalou Harris. “Preciso de comprometer activamente o meu coração e mente para receber.”
“Quando Deus fala pela Sua Palavra devemos ficar todos em silêncio – e isso inclui os ‘Twitadores’”, sublinhou.
Ele não odeia o Twiter, escreveu. Ele até encoraja os congregantes a “Twitarem” sobre o sermão ou a experiência de adoração depois do culto, olhando para ele como uma ferramenta potencial de testemunho para os amigos que “Twitam”.
“E também é um bom testemunho as pessoas verem que algo tão importante, tão essencial, tão santo acontece no culto quando a Igreja se reúne a ponto do Twiter ocupar o último banco,” declarou o pastor Gaithersburg.
Reforçando os ponto de Harris, John Piper da Igreja Baptista Bethlehem, em Minneapolis, Minn., EUA, diz que os crentes deveriam concentrar-se apenas em ouvir e serem cativados pela Palavra de Deus.
“Não ‘Twites’ quando em acto sexual. Não ‘Twites’ quando a orar por um moribundo. Não ‘Twites’ quando a esposa fala sobre os miúdos. Há tempo para tudo.” Salientou Piper. “A multitarefa só faz sentido quando nenhuma das tarefas requer compromisso de coração, atenção de amor.”
“Mesmo apesar do Twitter poder ser incrivelmente popular culturalmente, isso não justifica que ele seja acomodado ao culto, dizem os pastores.
“As pessoas perdidas neste mundo não necessitam de ver que estamos na crista da onda das últimas tendências, precisam de escutar a verdade do Deus imutável,” disse Harris no seu blog. “Precisam de compreender que a Palavra de Deus requer as suas vidas.
“E elas devem ver em nós reverência e um santo temor na presença de Deus e da Sua Palavra que lhes indica o facto de que o que acontece numa igreja Cristã é completamente diferente de tudo o que acontece no mundo.”
Nota explicativa: O Twitter é uma rede social e servidor para microblogging que permite aos utilizadores o envio e leitura de actualizações pessoais de outros contactos (em textos até 140 caracteres, conhecidos como "tweets"), através da Web ou por SMS.




