02-06-09 - Metade do Brasil ser evangélico, não é garantia de ser Cristão
A revista Época anunciou uma estimativa surpreendente, citando o Serviço de Evangelização para a América Latina, organização protestante de estudos teológicos conhecida pela sigla Sepal, que declarou, recentemente, que metade dos brasileiros será evangélica em 2020. A projecção basear-se-á na premissa de que a taxa de crescimento dos Evangélicos na próxima década continuará a mesma dos últimos 40 anos. Em 1960, os evangélicos eram apenas 4% da população. Hoje, na falta de estatísticas recentes, estima-se que sejam quase 24%. Agora os estudiosos do Sepal prevêem que em 12 anos essa proporção possa dobrar. Seria um salto enorme.Esta notícia, à partida, alegra o coração de qualquer crente sincero no Senhor Jesus Cristo. A desilusão, porém, acontece quando se conhece a realidade do que subjaz à superfície.
A própria revista diz o seguinte a dado passo da sua peça noticiosa:
“Enquanto a Igreja Católica vai dizendo ‘não pode usar camisinha’, a igreja evangélica vai se adaptando à sociedade. Essa flexibilidade é justamente o factor de crescimento deles”, afirma. Os evangélicos adoptaram regras menos rígidas e passaram a buscar a religião não só como forma de subir aos céus, mas também de alcançar a prosperidade.
“O movimento adapta-se aos costumes, o que deverá continuar nos próximos anos. Hoje já temos igrejas evangélicas que aceitam gays. A transformação evangélica inclui o aparecimento de um fiel diferente do crente com a Bíblia em baixo do braço. Já começam a surgir os evangélicos não praticantes.”
Isto não é bom. É mesmo muito mau. Há cerca de 50 anos atrás ser Evangélico era sinal de fidelidade à Bíblia e aos seus princípios e valores; era ser Cristão na plenitude. Hoje, infelizmente, isso já não é assim. Há muitos que se denominam Evangélicos e de Cristo pouco ou nada têm, para além do simples nome que ainda vão proferindo. Muitos têm descido, espiritualmente, tão baixo que chegam a atingir patamares inferiores aos da própria Igreja Católica Romana. Nos tempos bíblicos “a Palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (Act. 19:20), enquanto hoje, infelizmente, cresce o número de religiosos, prevalecendo o pecado.
Práticas e costumes recentemente reinantes são indício de grande apostasia, como, só a título de exemplo, e a somar ao atrás aludido, mulheres pastoras, danças religiosas, casamentos ilegítimos, novos apóstolos, espécie de benzeduras, superstições de vária ordem.
O crescimento é bom e desejável, mas não a qualquer preço. Quando a sua origem é cancerosa a morte está pré-anunciada. "... havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte" (Tia. 1:15). "... a inclinação da carne é morte ..." (Rom. 8:6).
Que importância tem se o Brasil, Portugal ou qualquer outra nação for maioritariamente evangélica, e não realmente Cristã?




