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10-06-09 - Pesquisa examina mega-igrejas Americanas

saddleback_culto.jpg     Em comparação com as igrejas típicas, as pessoas que assistem nas mega-igrejas são tendencialmente jovens, solteiras, mais instruídas e mais abastadas, revela uma nova pesquisa. 

     A maioria dos frequentadores das mega-igrejas (62%) têm menos de 45 anos de idade enquanto menos de metade (35%) dos de uma congregação típica têm entre 18 e 44 anos, segundo um relatório feito por Scott Thumma do Hartford Institute for Religion Research e por Warren Bird da Leadership Network.

     O relatório – "Não São O Que Pensas: A Verdadeira História Das Pessoas Que Frequentam As Mega-Igrejas Da América” – baseia-se em dados de uma pesquisa nacional que recolheu 24.900 respostas em 12 mega-igrejas cuidadosamente seleccionadas em todo o país. Até à data esta pesquisa é tida como sendo o maior estudo representativo efectuado a nível nacional (EUA).

     Com mais de 5 milhões de pessoas a cultuarem em mega-igrejas – as igrejas com 2000 ou mais frequentadores semanais – numa semana típica, Thumma e Bird procuraram proporcionar uma visualização sobre quem são estes adoradores, porque vêm e porque é que alguns permanecem.

     “Até agora, muito pouco era conhecido sobre os que assistem nestas igrejas,'" afirmam os pesquisadores no seu relatório, lançado na Terça-feira.

     O estudo revelou que, para além de atrair mais jovens adultos, as mega-igrejas tendem a trazer mais solteiros, pessoas não casadas, do que uma igreja típica. Quase um terço dos frequentadores de uma mega-igreja são solteiros, enquanto que numa igreja típica são 10%. A vasta maioria (80%) das pessoas de uma congregação típica é casada ou viúva.

     Para a comparação, os pesquisadores usaram dados do U.S. Congregational Life Study (USCLS), um estudo de igrejas de todos os tamanhos que foi concluído em Abril de 2001.

     As mega-igrejas também tendem a atrair mais novas pessoas do que as igrejas típicas. Mais de dois terços (68%) dos frequentadores das mega-igrejas entraram nelas há cinco anos ou menos enquanto só 40% dos frequentadores das igrejas de todos os tamanhos se uniram às mesmas recentemente. Quase 45% dos assistentes de uma igreja típica têm estado ali há mais de 10 anos.

     Apesar das mega-igrejas terem quase duas vezes tantos novos assistentes, a maior parte das novas pessoas já eram Cristãos e vieram de outra igreja. 77% disseram que já estavam comprometidos como seguidores de Cristo há sete ou mais anos e só 2% disseram que não eram seguidores. Também 18% não assistiam a uma igreja há algum tempo antes de virem para a mega-igreja e só 6% disse que antes nunca tinha ido a uma igreja.

     A maioria dos frequentadores (82%) veio através de um convite feito por um amigo, familiar ou colega, revelou o estudo. Só 19% disseram que vieram por si mesmos por verem a igreja, ou publicidade sobre ela.

     Só 16% disse que viu o website da igreja antes de assistir.

     O exame revelou que o que mais atrai as pessoas às mega-igrejas são o estilo de adoração, o pastor sénior, e a reputação da igreja, respectivamente, como os factores mais fortes na atracção inicial.

     Esses três factores também são os mais influentes para as pessoas permanecerem. Contudo, o pastor sénior provou ser o factor mais forte que faz com que as pessoas voltem.

     Três quartos dos frequentadores chamaram à sua mega-igreja a sua igreja, mas 11% disseram que não a consideravam a sua igreja e 12% disseram que embora a considerassem a sua igreja também assistiam noutras igrejas.

     Os investigadores descobriram que a lealdade dividida traz impacto ao nível do compromisso com a igreja.

     Aproximadamente 90% dos participantes das mega-igrejas dizem que frequentam regularmente os cultos enquanto nas demais igrejas as pessoas são mais tendentes a assistir aos cultos um vez por semana ou pelo menos 2 a 3 vezes por mês.

     Os frequentadores das mega-igrejas são menos comprometidos financeiramente do que os de uma igreja típica, com 32% a dizerem que não contribuem nada ou dão apenas uma pequena quantia quando podem. Apesar de um terço de ambas as igrejas darem o dízimo (10% dos seus proventos) ou mais, as mega-igrejas apresentam números significativamente mais baixos do que os das demais igrejas.

     Apesar das suas contribuições serem pequenas, o seu nível de oferta tem aumentado desde que começaram a assistir na mega-igreja. 40% disseram que estavam a dar mais na mega-igreja do que davam na sua igreja anterior.

     Outras descobertas revelam que quase metade (45%) dos frequentadores das mega-igrejas disseram que nunca se ofereceu em voluntarismo e que só 60% participa em pequenos grupos.

     No entanto, o relato salientou que mesmo os participantes marginais dificilmente são espectadores que não se envolvam.

     70% dos participantes nas mega-igrejas praticam as devoções pessoais diariamente ou muitas vezes durante a semana e 87% convidaram pelo menos uma pessoa para vir à igreja no último ano, revelou a pesquisa.

     "Estas descobertas sugerem que muitos participantes estão a interagir com as mega-igrejas nos seus próprios termos, satisfazendo as suas próprias necessidades individualizadas," afirmam os pesquisadores no seu relatório, observando que as megaigrejas oferecem uma multidão de opções e avenidas pelas quais as necessidades espirituais dos devotos podem ser satisfeitas.

     "Como tal, o envolvimento nestas (e possivelmente todas) as igrejas podem ter menos a ver com a criação de um plano idealizado para mover alguém em direcção ao compromisso e mais sobre o fornecimento de muitos caminhos pelos quais as pessoas podem trabalhar a sua única experiência espiritual para satisfazer as suas necessidades," acrescentam os pesquisadores.

     Mais de 62% dos frequentadores das mega-igrejas disseram que experimentaram muito crescimento espiritual no último ano com 42% a atribuírem esse crescimento ao seu envolvimento na igreja.

     45% concordou fortemente que as suas necessidades espirituais estavam a ser satisfeitas e só 14% expressou um nível de insatisfação com o seu crescimento espiritual nas mega-igrejas.

     Além disso, mais de dois terços dos assistentes disseram que a sua igreja está a fazer um enorme esforço para os envolver e quase três quartos concordam que as suas mega-igrejas estão a fazer um enorme esforço para treinar, desenvolver e orientar líderes. 61% também disseram que se sentiam encorajados a descobrir e a usar os seus dons e talentos e 73% disseram que tinham um sentimento de pertença à sua igreja.

     E quanto mais assistem à mega-igreja, mais elevado se torna o seu compromisso.

     A pesquisa revelou que a assistência regular, o envolvimento, e as contribuições financeiras aumentam com o tempo. Menos pessoas informaram "muito crescimento" na sua fé depois de cinco anos de assistência mas ainda assim experimentaram provavelmente maior crescimento espiritual do que os que estão noutras igrejas.

As 12 mega-igrejas estudadas na pesquisa, feita entre Janeiro e Agosto de 2008, foram intencionalmente escolhidas como representativas das demais. A pesquisa foi complementada com visitas aos sites, entrevistas e outros esforços de recolha de dados.

The Christian Post

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