03-08-09 - Coreia do Norte: sentenças de morte, abortos forçados, morte à fome
Execuções públicas, abortos forçados e morte à fome, são abusos comuns dos direitos humanos na Coreia do Norte. Isto foi revelado pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Coreia do Sul depois de ter coligido dados e feito entrevistas a cerca de 150 norte-coreanos exilados que escaparam para o sul. O relatório foi feito por um grupo da Universidade de Dongguk, conduzido pelo Prof. Koh Yu-hwan.O relato apresenta um quadro sombrio. Pelo menos 75 dos entrevistados disseram ter testemunhado execuções públicas. Um dos refugiados testemunhou que uma enfermeira num hospital forçou uma mulher a abortar golpeando repetidamente o seu abdómen.
Segundo organizações internacionais, na Coreia do Norte pelo menos dois milhões de pessoas têm morrido à fome nos anos recentes.
Execução pública de cristãos é mais comum do que se pensa
O relatório denuncia o suposto aumento no número de execuções de Cristãos na Coreia da Norte, algumas até públicas.
Um documento elaborado pela ONG Comissão Investigativa de Crimes contra a Humanidade afirma que uma mulher foi executada publicamente no mês passado, num vilarejo no norte, próximo à fronteira com a China.
Ela teria sido acusada de distribuir Bíblias e de espionar para a Coreia do Sul e para os Estados Unidos, além de supostamente articular o movimento dissidente.
Os pais, o marido e os filhos da mulher foram todos enviados para um campo de trabalhos forçados.
É difícil confirmar estes relatos uma vez que o país é muito fechado, mas a Coreia do Norte é conhecida pela sua intolerância religiosa. Neste país comunista, qualquer religião é vista como grave ameaça ao Estado.
Para o governo norte-coreano, qualquer forma alternativa de organização social é considerada como adversário da ideologia dominante, ela própria quase religiosa.
Bíblia e tortura
Só o fundador do país, Kim Il-sung, e seu filho, Kim Jong-il, podem ser celebrados em cerimónias públicas.
O governo dos Estados Unidos afirma que a posse de uma bíblia na Coreia do Norte pode levar a tortura e desaparecimento.
Apesar das perseguições, acredita-se que até 30 mil norte-coreanos pratiquem o Cristianismo secretamente nas suas casas.
O governo norte-coreano parece ter endurecido as suas posições, desde a repressão à política de defesa e relações internacionais.
Analistas dizem que essa pode ser uma forma de o governo se sustentar durante o processo de sucessão na Coreia do Norte, já que se acredita que Kim Kong-il esteja muito doente e a preparar o filho mais novo, Kim Jong-un, para ser o novo líder norte-coreano.
Oração
Oremos pelo povo da Coreia do Norte.




