05-08-09 - Naeem Fazal: A oração fervorosa de um Muçulmano
“Nós crescemos como Muçulmanos Sunitas, e por conseguinte não éramos de modo algum radicais nem extremistas. Éramos definitivamente conservadores. Jejuávamos durante o mês do Ramadão. As orações às sextas-feiras eram normais. As minhas irmãs cobriam-se.”Naeem Fazal vivia no Kwait. Ele estudava o Corão diligentemente.
“Eu posso recitar passagens do Corão, porque a memorização das escrituras Islâmicas era importante,” diz Naeem.
“Um anos depois, ele regressou, e estava diferente. Eu sabia que algo se estava a passar. Foi então que ele nos disse que, de facto, se tinha tornado Cristão. Lembro-me desse dia, porque ameacei matá-lo.”
Mesmo apesar de Naeem estar ressentido da mudança de coração do seu irmão, ele decidiu visitá-lo na América.
“Apanhei um avião e fui aos Estados Unidos. Foi então que fui confrontado com o Cristianismo.”
Três semanas depois de chegar aos Estados Unidos, fui ver um filme com o meu irmão. Era um filme Cristão. Ele recorda, “Fui confrontado com todo este novo conceito de uma religião inteiramente nova. Mas era mais do que uma religião. Naquele filme, tomei consciência que ali podia haver algo mais.”
Naeem estava confuso e começou a questionar a sua fé Muçulmana.
“Então lembrei-me de orar, mas eu nem sequer queria chamar-lhe oração. Foi algo assim, ‘Eu não sei quem está aí em cima. Se és real, mostra-me.”
Depois disso, tive uma outra conversa com o meu irmão. Ele disse-me que este Deus de que ele estava a falar, que desceu na forma de Jesus, perseguir-me-ia e tudo faria para ter um relacionamento comigo. Lembro-me de ter brincado com ele. Eu disse, ‘Bem, Ele descerá se tu simplesmente Lhe pedires?’ E o meu irmão disse que sim. Lembro-me que naquele ponto, eu comentei, ‘Isto é ridículo.’ Mas na minha cabeça eu pensava, ‘se isto é verdade, então porque é que não Te revelas?’”
Naquela noite quando se preparava para dormir, ele sentiu o que ele descreve como uma presença má que enchia o seu quarto. A porta finalmente abriu-se.
“Senti algo estranho que não era normal e me atemorizou.”
Então ele correu para o quarto do irmão.
“Ele disse, ‘A única Pessoa que tem poder sobre o mal é Jesus.”
Naeem voltou para o quarto.
“Eu disse, ‘Jesus, não sei Quem és. Não posso chamar-Te Senhor da minha vida. Não posso chamar-Te Salvador. Não posso chamar-Te nenhuma destas coisas, porque neste momento, estou com medo. Estou assustado. Preciso de ajuda. Se me ajudares, então dar-Te-ei toda a minha vida.’ No momento seguinte senti a presença de Jesus e uma paz enorme. Senti-me totalmente permeado por esta paz.
Sentia como se me dissesse, ‘A tua vida não é mais tua.’ E cri nisso.”
Finalmente ele compreendeu tudo o que o irmão dele tinha tentado dizer-lhe.
Naeem diz, “Eu queria fazer tudo o que pudesse. No primeiro mês, ou coisa assim devo ter feito a oração do pecador, ou aceitado Jesus, cerca de oito ou nove vezes. Simplesmente queria ter a certeza, estar seguro.”
Como Muçulmano, ele aprendeu o Corão e sabia muito sobre Alá mas não tinha qualquer relacionamento com ele.
“Agora faz todo o sentido,” diz ele. “Só faz sentido que Deus tenha vindo a nós na forma de um homem, um humano, para Se poder relacionar connosco, e também remir-nos para ter comunhão connosco.”
Nos anos que se seguiram, Naeem ministrou a estudantes universitários e conheceu a sua mulher, Ashley. Eles agora têm dois lindos filhos, Asher e Nurah. Naeem desafia os que têm fé Muçulmana a fazerem uma oração específica se querem realmente ter um relacionamento com Deus.
“Quando os Muçulmanos falam comigo e nós falamos sobre as nossas diferenças e porque é que me converti, o meu desafio a eles é este. Porque é que durante duas semanas ou mais não buscam sinceramente este Deus, este Jesus? Ele é Poderoso para pegar numa pessoa, transformá-la radicalmente e dar-lhe propósito para além de toda a imaginação. Foi exactamente isso que Deus fez por mim. Deus deseja-o, mais do que nós. Daí Deus os perseguir. Tudo o que eles precisam de fazer é simplesmente orar.”
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