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10-08-09 - Guerras na adoração: Como determinamos a excelência musical?

musica_crista.gif     Os ouvintes de Longtime BreakPoint sabem o que penso da música de igreja. Prefiro os velhos hinos da fé aos coros de louvor modernos. Outras pessoas pensam vincadamente de outro modo. Por isso não me surpreendem as guerras musicais de grande envergadura que têm irrompido em algumas igrejas.

     Mas há um tipo de música certa e errada para a adoração?

     Um perito sobre música de igreja diz que sim, que há.

     Donald Williams é director da Escola de Artes e Ciências na Universidade de Toccoa Falls, na Georgia. No seu excelente artigo publicado na revista Touchstone, “Hinos Duráveis,” Williams assinala que têm havido guerras sobre a música quase há tanto tempo quanto a igreja existe. Portanto qual é a resposta?

     Williams diz que nós deveríamos estudar a música do passado para “aprendermos os critérios pelos quais se discerne o que tem valor no presente.”

     Muita da música de hoje é de pobre qualidade, escreve ele. Mas foi assim com alguma música escrita há séculos. A diferença é que os velhos hinos resistiram a um processo de desenraizamento ao longo dos séculos. Se esperamos identificar a melhor música nova, escreve Williams, temos de conhecer “as marcas de excelência que fizeram a melhor música do passado e a fizeram sobreviver tanto tempo.”

     Essas marcas de excelência “não são arbitrárias.” Elas “derivam do ensino bíblico sobre a natureza da adoração.” Elas advêm, escreve Williams, “de uma compreensão da natureza da música e de como ela pode ajudar os objectivos bíblicos.”

     Entre essas marcas de excelência está a verdade bíblica. Os poemas não necessitam de ser versículos literais, mas têm que lhes ser fiéis.

     Uma outra marca de excelência – a profundidade teológica. Pense em como as palavras

Deus único sábio, imortal, invisível,
Que habitas na luz inacessível


     Por contraste, alguns coros contemporâneos são muitas vezes “tão simplistas e repetitivos que a reflexão teológica nunca tem oportunidade de principiar,” diz Williams.

     Uma terceira marca de excelência é a riqueza poética. Por exemplo, o uso de uma questão no hino “Que Criança é esta?” ajuda-nos a capturar “ a maravilha da Incarnação.” No hino “Graça Admirável (ou, Sublime),” a palavra”miserável (ou, pobre), assinala Williams, é uma “escolha simples, mas evocativa.”

     Uma quarta marca é a beleza musical. Na grande música, “há certos contornos, estruturas, e cadências que a tornam numa melodia cantável.” E a harmonia correcta “pode tornar essa melodia mais memorável ...,” escreve ele. Por exemplo, “Sê Tu a minha visão” “ergue-se e abate-se como uma onda oceânica ou um gráfico de seno.”

     Tragicamente, assinala Williams, “os coros mais recentes de louvor parecem ignorar todas as regras da boa composição, dando-nos melodias não bem compostas mas simplesmente nota após outra.”

     Agora, alguns escritores de canções estão a criar excelente música hoje. Mas, avisa Williams, apenas os músicos que são musicalmente dotados e histórica, bíblica, e teologicamente formados são qualificados para ajudar as igrejas a escolherem a melhor nova música “como complemento à rica herança musical da igreja.”

     Eu não poderia concordar mais. E – em última análise – todas as partes envolvidas nas guerras da música podem concordar que nós queremos louvar a Deus cantando hinos e cânticos espirituais que sejam biblicamente fiéis, teologicamente profundos, poeticamente ricos, e, sim, musicalmente belos.


Chuck Colson
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