13-08-09 - Mulheres Cristãs pressionadas a repudiar a sua fé em Cristo
Numa sessão dramática perante o tribunal revolucionário em Teerão no passado domingo, dia 9 de Agosto, duas mulheres Cristãs Iranianas julgadas por ‘apostasia’ foram pressionadas a repudiar a sua fé em Jesus Cristo.Os Ministérios Elam dizem que apesar da enorme pressão que foi exercida sobre elas, ambas declararam que não negariam a sua fé.
Os Ministérios Elam relatam que Maryam Rustampoor (27), e Marzieh Amirizadeh (30), na foto, foram detidas pelas forças de segurança iranianas no dia 5 de Março sob acusação de serem activistas contra o governo, e têm estado a sofrer imenso na prisão, encontrando-se com a saúde deteriorada, e sujeitas a isolamento e interrogatórios durante horas, de olhos vendados.
No seu relato, os Ministérios Elam dizem: “Sábado, dia 8 de Agosto, , Maryam e Marzieh foram intimadas a comparecer no tribunal no domingo, dia 9, a fim de ouvirem o veredicto do seu caso. O principal inquiridor recomendou um veredicto de ‘apostasia’. Contudo, quando elas chegaram, nenhum veredicto foi realmente dado. Em vez disso, a sessão do tribunal, concentrou-se no promotor público adjunto, Sr. Haddad, que questionou Maryam e Marzieh sobre a sua fé, dizendo-lhes que elas tinham de repudiar à mesma, tanto verbalmente como por escrito. Isto tornou claro aos olhos do tribunal, que o único crime de Maryam e Marzieh foi elas terem-se convertido ao Cristianismo.”
Segundo os relatos dos Ministérios Elam sobre o que aconteceu no tribunal, o Sr. Haddad perguntou às duas mulheres se elas eram Cristãs. “Nós amamos Jesus,” responderam elas. Ele repetiu a questão e elas disseram, “Sim, somos Cristãs.”
O Sr. Haddad então disse, “Vocês eram Muçulmanas e agora tornaste-vos Cristãs.”
“Nós nascemos em famílias Muçulmanas, mas nós não éramos Muçulmanas,” foi a réplica delas.
O interrogatório do Sr. Haddad continuou e ele perguntou-lhes se elas lamentavam terem-se tornado Cristãs, ao que elas responderam, “Não lamentamos nada.”
Então ele declarou enfaticamente, “Vocês têm de renunciar à vossa fé verbalmente e por escrito.” Elas mantiveram-se firmes e ripostaram, “Nós não negaremos a nossa fé.”
Os Ministérios Elam dizem que a dada altura do interrogatório, Maryam e Marzieh fizeram referência à sua crença de que Deus as tinha convencido através do Espírito Santo. O sr. Haddad disse-lhes, “É impossível Deus falar com humanos.”
Marzieh perguntou-lhe, “Está a questionar se Deus é Todo-Poderoso?”
O sr. Haddad respondeu por sua vez, “Tu não és digna de que Deus te fale.”
Marzieh disse, “É Deus e não você, que determina se sou digna.”
Os Ministérios Elam dizem que o sr. Haddad disse depois às mulheres para voltarem para a prisão e pensarem nas opções que lhes tinham sido dadas e regressarem a ele quando estivessem resolutas (em aceder). Maryam e Marzieh disseram, “Nós já pensámos no que tínhamos a pensar.”
No fim da sessão, o sr. Haddad disse-lhes que um juiz lhes daria o seu veredicto, embora não seja claro quem será agora o juiz do seu caso. Ele também permitiu a Maryam e Marzieh que tivessem, pela primeira vez desde que foram detidas, um advogado para as representar no caso.
Os Ministérios Elam comentaram: “À noite, ambas estão de regresso à prisão em Evin. Durante a sua dura experiência de cinco meses, ambas têm passado mal, tendo perdido muito peso. Marzieh está com dores de coluna, bem como uma infecção dentária e intensas dores de cabeça. Ela necessita desesperadamente de cuidados médicos. Há dois meses os responsáveis prisionais disseram-lhe que a prisão tinha equipamento médico adequado e que eles cuidariam dela, mas nenhum tratamento lhe foi ministrado.
“Apesar do esforço concentrado da parte das autoridades, pressionando-as para repudiarem a sua fé, Maryam e Marzieh amam Jesus e têm tomado a determinação de permanecer firmes até ao fim, independentemente do que possa acontecer. Elas têm demonstrado o seu amor por Jesus e estão dispostas a dar a sua vida por Ele se forem chamadas a fazê-lo.
Lembremo-nos delas nas nossas orações.
“Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo” (Hebreus 13.3).




