29-08-09 - Saramago põe Deus como autor moral de um crime
José Saramago volta a falar de Deus no seu novo livro, Caim, no qual procura redimir o protagonista do assassinato de Abel, apontando Deus como o autor moral do crime.Nesta obra, o escritor volta a blasfemar de Deus. Numa entrevista ele próprio chegou ao ponto de resumir o livro nesta frase: “Não se pode confiar em Deus”.
Deus é, para ele, uma “droga” que detesta, mas vê-se que está profundamente viciado nela. Parece não saber escrever sobre outra coisa. Porque será? Ele, de facto, vive obcecado com Deus, como quem depende de uma droga que odeia. Para quem diz que Deus não existe, ocupar-se tanto com Ele, revela o contrário do resultado que pretende.
Saramago disse numa entrevista que escreveu este livro, Caim, para "mostrar o absurdo de uma crença que não resolve nenhum dos nossos problemas." Não deixa de ser curioso, para quem assim fala, que embora o comunismo se tenha revelado claramente incapaz de solucionar o drama humano, ele continue a acreditar nele. Que credibilidade tem ele numa postura tão contraditória? Afinal é ele que tem crido no irreal e abstracto, descrendo no que é verdadeiro e concreto. “…no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20).
Está escrito na Bíblia que Cristo morreu pelos ímpios (Rom. 5:6). Há, portanto, esperança para Saramago. Deus também o ama a ele. Nós, como igreja, devemos tê-lo nas nossas orações pois também está escrito: “que se façam deprecações, orações, intercessões, … por TODOS os homens; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que TODOS os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tim. 2:1-4).
Oremos por José Saramago.
É de Pascal a afirmação: Deus suficientemente revelado nas Escrituras para aqueles que o buscam de todo o coração e Deus suficientemente oculto nas Escrituras para aqueles que não o buscam de todo o coração.




