Na sua igreja, adora? (I)

Ricky Kurth     Quando uma senhora Cristã nos colocou esta questão há muitos anos, nós sabíamos que ela estava realmente a perguntar se o nosso culto na igreja era caracterizado pelo tipo de emocionalismo que é encontrado em muitas igrejas. A pergunta dela levou-me a fazer um estudo sobre a palavra adoração nas Escrituras, num esforço de obter uma definição bíblica do que constitui a verdadeira adoração do Deus Todo-Poderoso.

Uma vida plena de adoração

     O nosso estudo começa com o mandamento de Deus a Abraão para sacrificar o seu único filho (Génesis 22: 1-4), e o anúncio de Abraão que planeava "adorar" Deus ao fazê-lo (v. 5). A lei da primeira menção sugere que a primeira ocorrência da palavra adorar na Bíblia, aqui, define-a como uma vontade de obedecer a Deus, independentemente de como a fé é testada, uma boa definição genérica mesmo hoje. E uma vez que Abraão indicou que "o moço" também ia adorar, a vontade de Isaac dar a sua vida a mando do seu pai sugere que, quando de bom grado oferecemos as nossas vidas como sacrifício vivo a mando do Pai (Rom. 12: 1), isso também é um ato de adoração. Nós vemos a confirmação disto, quando o Senhor, em Mateus 4:10, equiparou a adoração a Deus com o serviço a Deus.

     Anos mais tarde, quando Abraão enviou o seu servo à sua terra natal para encontrar uma noiva para Isaque (Génesis 24: 1-11), o seu servo fiel orou pedindo a ajuda de Deus (vv 12-14.). Quando a recebeu (vv. 15-25), ele "adorou o Senhor", agradecendo-Lhe (vv. 26,27), sugerindo que cada vez que nós nos curvamos para agradecer a Deus pelas orações respondidas, nós também estamos a adorá-Lo.

     Muitos anos depois, os filhos de Israel " inclinaram-se, e adoraram" (Êxodo 4:31), quando reconheceram que Deus estava a honrar a Sua promessa de os visitar e resgatar da escravidão egípcia (Gn 15: 13-16). Isso leva-nos a crer que hoje é forma de adoração nós reconhecermos e agradecermos a Deus quando Ele honra promessas que nos fez, como vemos em Romanos 8:28. Depois, a Bíblia classifica de "adoração" o povo de Israel trazer "as primícias da terra" a Deus (Deut. 26:10). Assim, cremos que Deus considera adoração quando colocamos Deus em primeiro lugar nas nossas vidas. Nós lembramo-nos bem do dia em que pedimos a um dos homens na nossa igreja que nos ajudasse com um trabalho no edifício. Este homem fiel listou todas as coisas que tinha que fazer essa semana, depois, fez uma pausa, e disse simplesmente: "Mas o Senhor está em primeiro lugar." Nós cremos que ele adorou a Deus naquele dia, quando deu a Deus as primícias do seu tempo e esforço.

     Ao chegarmos a juízes 7, Gideão "adorou" a Deus pela certeza de que Ele lhe dera do seu pequeno grupo de 300 derrotar os midianitas (7: 9-14). Da mesma forma, quando damos graças a Deus hoje por todas as certezas que encontramos na Palavra de Deus, nós cremos que Deus fica entusiasmado com este tipo de adoração.

     Depois, quando consideramos o patriarca Jó, ficamos sem respiração quando vemos como ele "se lançou em terra, e adorou", depois de perder todos os seus filhos e possessões (Jó 1:20). Vemos aqui a adoração caracterizada como uma firme determinação de manutenção da "integridade" espiritual (2:9) face às provações mais horrendas da vida. Adicione a isto como David também é dito ter "adorado" Deus no rescaldo da sua perda de cortar o coração (II Sam. 12:18-20). A adoração a Deus em momentos como estes é um poderoso testemunho aos perdidos de que temos algo que eles não possuem.

     Contribuir financeiramente para a obra do Senhor provavelmente não é comumente considerado como adoração, mas a adoração dos magos incluiu os seus presentes ao Senhor (Mt 2:11), sugerindo que dar para a obra do Senhor é um exemplo de adoração que é adequada a um Rei.

     Nem sempre nos sentimos a adorar a Deus quando um ente querido está doente, e Ele não nos estende a mesma "misericórdia" que concedeu Paulo e a Epafrodito (Filipenses 2: 25-27.). Mas quando o Senhor recusou misericórdia à mulher siro-fenícia, ela "adorou-O" mesmo assim (Mt. 15: 21-25), e a sua fé e compreensão sobre a razão da recusa do Senhor em ajudá-la tocou o Seu coração (vv 26-28). Certamente que o coração de Deus ainda é tocado quando somos capazes de adorá-Lo em tais tempos difíceis, entendendo que quando Ele não concede esse tipo de ajuda, é para que aprendamos "antes" a regozijarmo-nos na Sua graça toda-suficiente, e no aperfeiçoamento da Sua força na nossa fraqueza (II Cor. 12:9).

     Se o seu coração anseia por adorar o Senhor, mas acha que é difícil, lembre-se que a adoração surge sempre muito mais facilmente quando se encontra no lugar que Deus “designou”, exatamente como os discípulos fizeram há muito tempo (Mt. 28:16,17). É claro que, nesta dispensação, Deus "designou" (RA) que soframos "aflições" pela causa de Cristo (I Ts 3:3), mas talvez não haja nenhuma ocasião em que a nossa adoração seja mais agradável a Deus do que quando O adoramos face a tal aflição.

- Ricky Kurth
(Continua) 

Na sua igreja, adora? (I)
Na sua igreja, adora? (II)
Na sua igreja, adora? (III)

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