Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XV - ACTOS 9:8,9

DAMASCO E ARÁBIA

SAULO TRAZIDO A DAMASCO


     “E Saulo levantou-se da terra, e abrindo os olhos, não via ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco.

     “E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu.” - Actos 9:8,9.

     Não se deve olvidar que Saulo foi ferido de cegueira quando Cristo lhe apareceu, ao passo que a cegueira de Israel ser-lhe-á removida quando Cristo lhe aparecer. Certamente que isto deve constituir um problema para aqueles que consideram o modo da conversão de Saulo “um exemplo” da futura conversão de Israel, e põem em dúvida que a longanimidade que lhe foi revelada foi “um exemplo” da longanimidade que hoje está a ser revelada aos pecadores.

     Foi um homem abalado que foi introduzido à cidade para a qual antes tinha ido respirando ameaças e mortes contra os seguidores do Messias, tendo feito um voto que julgá-los-ia e mataria a todos os que encontrasse. As suas cartas de autoridade dos principais dos sacerdotes devem ter parecido coisa errada para agora levar – uma possessão sem valor, inapropriada e mesmo perigosa, pois ele estava impotente no meio daqueles – e dos entes queridos deles – que ele tinha procurado matar.

     Contudo duvidamos que a sua mente estivesse muito ocupada com a sua própria segurança nesta altura. Havia coisas mais importantes em que pensar durante aqueles dias sem vista, comida ou bebida. As cartas de morte; que queria ele agora com elas? O passado; os pais, as mães e entes queridos que ele tinha morto; aqueles a quem ele obrigara a blasfemar de Cristo; o seu intenso recente ódio de Cristo. Como podia ele começar sequer a reparar tanto dano? E apesar disso ele foi aqui salvo, e escolhido para levar o nome de Cristo diante do mundo! Mas como receberiam eles o seu testemunho? Ou, talvez o seu testemunho teria maior peso do que os testemunhos dos outros? Ah, mas quão imerecedor ele era para falar uma palavra que fosse, a favor de Cristo!

     Que mistura de sentimentos – de dor de alegria, remorso e gratidão, vergonha e glória devem ter surgido na mente de Paulo quando ele contemplava e comparava entre o que ele tinha sido e o que ele tinha ouvido!

     Não é assim de admirar que anos mais tarde ele escreva a sua própria experiência ainda fresca na sua mente:

     “ ... TEMOS A REDENÇÃO PELO SEU SANGUE, A REMISSÃO DAS OFENSAS, SEGUNDO AS RIQUEZAS DA SUA GRAÇA” (Ef. 1:7).

     Não é de admirar que ao lembrar-se ainda da sua perseguição cruel aos crentes ele escreva aos Coríntios:

     “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus” (I Cor. 15:9).

     Ao longo de todas as suas epístolas há abundante evidência de que o apóstolo nunca se perdoou a si mesmo pela perseguição impiedosa que moveu aos santos e nunca cessou de maravilhar-se da graça de Deus ao salvá-lo e colocá-lo no ministério. Todavia, na conversão de Saulo Deus tinha apenas principiado a manifestar a graça que flui do Calvário.

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