Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXIII - ACTOS 14:19,20

PAULO APEDREJADO

     “Sobreviveram, porém, uns Judeus de Antioquia e de Icónio, que tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto.

     “Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se, e entrou na cidade, e no dia seguinte, saiu com Barnabé para Derbe”. - Actos 14:19-20.

     Quão volúvel e inconstante é a natureza humana! Quando nosso Senhor entrou em Jerusalém montado num jumento o povo entoou em coro: “Bendito é Aquele!” uns dias depois clamaram “Fora com Ele!” Aconteceu precisamente o mesmo aqui em Listra.

     Se Paulo não se tivesse posto o povo de Listra tê-lo-ia adorado a ele e a Barnabé. No entanto, de repente, tudo mudou.

     Os Judeus de Antioquia da Pisídia, na sua amargura contra Paulo e a sua mensagem, perseguiram-no até Listra. Ali deram uma interpretação diferente da dos Listrianos e, por serem Judeus como Paulo era, podiam “convencer” os Listrianos levando-os a crer que o apóstolo era uma má pessoa – tão má que devia morrer sem demora.

     O modo como Paulo foi assaltado é digno da nossa atenção. O apedrejamento era uma forma Judaica de pena capital (Lev 20:2, etc). Na realidade, Paulo e Barnabé tinham fugido recentemente de Icónio porque os Judeus tinham instigado os Gentios e pretendiam apedrejá-los (Actos 14:2,5). Agora, em Listra, eles cumpriram o que em Icónio não tinham conseguido – pelo menos no caso de Paulo.

     Com apenas uma excepção as perseguições de Paulo pelos Gentios foram instigadas pelos Judeus. Por toda a parte foram eles que “instigaram” (Vers.2) os Gentios e “convenceram-nos” a oporem-se a Paulo. Assim o apóstolo escreve em I Tes. 2:15,16 a respeito dos Judeus:

     “Os quais, também, mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido, e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens.

     “E nos impedem de pregar aos Gentios as palavras de salvação, a fim de encherem sempre a medida dos seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim”.

     Esta declaração por Paulo, numa das suas primeiras epístolas, testemunha o facto de que Israel já tinha passado a grande crise na sua história e que Paulo não ofereceu, como alguns supõem, o reino durante o seu ministério terreno. Juntamente com o testemunho dos Actos ela indica também que os Actos são, primariamente, a história da queda de Israel, e a razão de Deus enviar a salvação aos Gentios à parte do Seu povo escolhido e não, como alguns afirmam, a história do “nascimento e crescimento “ da Igreja da presente dispensação.

     O facto dos Judeus poderem convencer assim os Gentios a mudarem as suas mentes tão de repente e a apedrejarem aquele que anteriormente queriam adorar, é uma evidência da depravação da natureza humana e do carácter superficial da exaltação religiosa.

     Tendo apedrejado Paulo, o povo sujeitou-o a adicional humilhação ao tê-lo arrastado, pisado e ao tê-lo feito derramar sangue, fora da cidade, e ao deixá-lo ali como morto (Vers.19).


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