Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXXVI – Atos 20:1-5 (6)

Acts dispensationally considered

 

A SUA INTEGRIDADE

     Uma das razões porque ele podia fazer aquilo tão bem era porque, ao contrário de alguns angariadores modernos de dinheiro na Igreja, ele tinha um excelente senso de honra em relação às transações pecuniárias, e a sua conduta nas questões financeiras era irrepreensível.

     Ele podia sinceramente dizer a Félix:

      “E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa tanto para com Deus, como para com os homens” (Atos 24:16).

     Evidentemente Félix considerou isso um mero clichê a princípio, mas acabou por aprender que teria “esperado” em vão por um suborno do apóstolo (Atos 24:26).

     Quando Paulo pediu a Filémon que perdoasse ao seu escravo fugitivo e o aceitasse agora como “um irmão amado” (Filémon 15,16), ele teve o cuidado de oferecer-se para assumir pessoalmente qualquer dívida que Onésimo pudesse ter contraído - e este não se tratou de um gesto vazio, pois ele declarou: “Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi” (Vers. 18,19).

     Ele poderia desafiar aqueles que o conheciam bem: “de ninguém buscámos o nosso próprio proveito” (2 Coríntios 7:2) "Porventura aproveitei-me de vós ...? Porventura se aproveitou de vós? Não andámos porventura no mesmo espírito, sobre as mesmas pisadas?” (2 Cor. 12: 17,18). “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestido” (Atos 20:33) e, como prova, ele poderia acrescentar: “Vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram” (Ver. 34).

     E foi assim que ele, também, administrou a campanha para arrecadar fundos destinados aos santos da circuncisão na Judeia.

     Os homens enumerados em Atos 20:4 eram, sem dúvida, administradores,[1] escolhidos pelas próprias igrejas para transportar as suas ofertas a Jerusalém. Aos Coríntios ele havia enviado instruções explícitas para que os que eles aprovassem, por cartas, seriam delegados para levarem a sua dádiva a Jerusalém e que, se parecesse apropriado, ele seria o chefe da delegação (1 Cor. 16:3,4). E agora ele apresenta-lhes “os mensageiros das igrejas” da Macedónia (2 Cor. 8:23) dois homens de Deus, escolhidos “pelas igrejas para companheiro[s] da nossa viagem nesta graça" (Ver. 19).

     Todas essas precauções foram tomadas, como ele explica:

     “Evitando isto: que alguém nos vitupere por essa abundância, que por nós é ministrada;

     “Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (2 Cor. 8:20,21).

     Os líderes na obra cristã fariam bem em aprender estas lições com o grande apóstolo da graça, para não não causarem opróbrio a Cristo e à Sua causa por meio do manejo descuidado ou ilícito de fundos entregues ao seu cuidado.

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[1] Possivelmente excetuando Timóteo.

 

 

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