Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XLIV – Atos 24:1-27 (6)

O ESTADO FINANCEIRO DE PAULO NESTA ALTURA
É evidente que Paulo não estava financeiramente em dificuldades durante este período do seu ministério. Ele trouxe consigo pelo menos oito outros crentes da Grécia (20:1-5) sobretudo por navio. Ele havia concordado em arcar com o custo de não menos do que vinte sacrifícios oferecidos para completar os votos de quatro Nazireus (21:23,24; cf. Num. 6). O seu tratamento nas mãos de Lísias e Félix indica que eles não o consideravam um Judeu pobre. Os homens pobres raramente recebem muita atenção nos tribunais civis, e isso era notório nos dias de Paulo, e ele, embora não libertado, foi tratado com respeito marcante de Jerusalém a Roma. Lísias tornou-se amigo dele, Félix com Drusila concederam-lhe pelo menos uma audiência privada, Agripa e Berenice desejaram vê-lo, Félix esperava um suborno dele e um funcionário Romano rico dificilmente procuraria um pequeno presente - e, ao prosseguirmos para o fim dos Atos, ainda será evidente que Paulo tinha, ou tinha à sua disposição, uma quantia considerável de dinheiro.
Como prestar contas disto não é matéria tão simples. Certamente ele não teria concordado com o desvio de qualquer dinheiro dos fundos por que ele havia trabalhado tanto tempo, e sinceramente, para levantar coletas especialmente para os santos em Jerusalém. Se os seus queridos Filipenses lhe haviam dado ofertas pessoais antes da sua última viagem a Jerusalém, ou se o seu ofício de fazer tendas havia realizado o suficiente para tudo isso, ou se ele tinha herdado alguma herança familiar, ou se alguma combinação dessas ou outras circunstâncias o tornou responsável por estes fundos, não somos informados. Notamos apenas que ele evidentemente não estava em necessidade financeira, nem provavelmente estaria durante algum tempo no futuro próximo, estando o governo Romano a arcar com as despesas da sua alimentação, acomodação e transporte.
Atos dispensacionalmente Considerados
Cornelius R. Stam



