Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XLVI – Atos 25:23-26:32

Acts dispensationally considered

 

PAULO DIANTE DE HERODES AGRIPA

 

     “E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e homens principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo.

     “E Festo disse: Rei Agripa, e todos os senhores que estais presentes connosco; aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos Judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais.

     “Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho.

     “Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever.

     “Porque me parece contra a razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações.”

- Atos 25:23-27.

 

     Já que Festo convidou Agripa para ouvir Paulo no dia seguinte, ele evidentemente decidiu ao mesmo tempo usar a ocasião para se mostrar amigável para com os líderes militares e civis de Cesareia. Eles estariam interessados no caso de Paulo.

     Assim, à hora designada, vemos Agripa e Berenice chegarem ao auditório “com muito aparato”, juntamente com os chefes militares e os principais cidadãos da comunidade.

     Depois de Paulo ser trazido ao auditório, Festo dirigiu-se a toda a audiência, explicando abertamente a posição desconfortável em que ele tinha sido colocado, ao ter de enviar um prisioneiro a César sem ser capaz de facultar qualquer reprovação quanto ao seu caso.[1]

     As palavras de abertura de Festo: “Aqui vedes um homem”, empresta compaixão à cena. Ali se ergue o grande apóstolo, que deveria ter sido agraciado com altas honras em vez de acusado de crimes - ali está ele, um prisioneiro acorrentado, diante de todos aqueles dignitários.

     Eles teriam pena dele? Talvez, mas ele certamente sentia pena deles, como veremos a seguir.

     E o que dizer de Herodes Agripa, nas suas vestes púrpuras, com Berenice, enfeitada de joias ao lado dele? Eles entraram em cena com esplendor e pompa. Mas agora, quando Agripa viu Paulo, será que ele se lembrou do seu bisavô, Herodes, e do massacre de inocentes? (Mat. 2:16) Será que ele se lembrou do seu tio-avô, Herodes Antipas, e do assassinato de João Batista? (Mat. 14:1-11) Será que se lembrou de seu pai, Herodes Agripa I, e do assassinato de Tiago? (Atos 12:1,2). Ter-lhe-á ocorrido que todos estes seus ancestrais morreram ou caíram em desgraça logo após a execução daqueles crimes? Será que a “grande pompa” do seu desfile no Salão da Audiência o lembrou do que aconteceu dezasseis anos antes, quando as pessoas gritaram que o seu pai, muito mais poderoso, era um deus, e como ele foi logo fulminado pela morte e comido por vermes “porque não deu a glória a Deus”? (Atos 12:21-23). Quando consideramos a extrema vaidade e autoimportância deste rei fantasma, é duvidoso que qualquer uma destas coisas tenha passado pela sua mente.

     Ali estava Paulo diante de uma audiência diferente de qualquer outra que ele já tinha sido chamado a se dirigir. Naquele dia, Festo, o Procurador Romano, o Rei Herodes Agripa II, altos oficiais militares e eminentes líderes civis estavam todos na sua audiência. O Senhor estava a cumprir a Sua promessa: “este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu nome diante dos ... reis ...” (Atos 9:15).

 

[1] Notemos que Festo não só chama a Nero Augustus (o augusto), mas kurios, “o meu senhor” (Vers. 21,26). Isto é outro exemplo da precisão de Lucas, pois enquanto os prévios Augustus e Tiberius tivessem recusado este título, Nero aceitou-o e usou-o.

 

 Atos dispensacionalmente Considerados

Cornelius R. Stam

 

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