Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XLVI – Atos 25:23-26:32 (3)

Acts dispensationally considered

 

A QUESTÃO EM JOGO

 

     “Depois Agripa disse a Paulo: É permitido que te defendas. Então Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu:

     “Tenho-me por feliz, ó rei Agripa, de que perante ti me haja hoje de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos Judeus;

     “Mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os Judeus; por isso te rogo que me ouças com paciência.

     “Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre os da minha nação, em Jerusalém, todos os Judeus a conhecem,

     “Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi Fariseu.

     “E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui e sou julgado.

     “À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos Judeus.

     “Pois quê? julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?”

 

- Atos 26:1-8.

 

     Como presidente honorário da sessão, Agripa convidou Paulo a contar o seu lado da história, e Paulo, com aquele gesto característico dele, “estendeu a mão”,[1] acenando a todos os presentes para que o escutassem.

     Nesta situação, assim como em outras que já considerámos, vemos o apóstolo totalmente focado no seu objetivo. A pompa e o esplendor relacionados com a ocasião, a vaidade do casal “real”, a presença de dignitários militares e civis, o facto de ele estar diante deles em cadeias: tudo isso não parece tê-lo distraído por um momento. Com perfeito à vontade durante a audiência, o apóstolo aproveitou a oportunidade para oferecer sua defesa, é claro, mas, como vimos, ainda mais para conquistar os seus ouvintes para Cristo.

     Nas suas observações introdutórias, encontramos novamente aquela combinação de justeza e cortesia que tanto convém ao homem de Deus. Ele não lisonjeia o Agripa perverso, nem o elogia quer pelo caráter quer pelos seus feitos, mas ele expressa sinceramente a sua satisfação por lhe ter sido concedida uma audiência diante de alguém tão intimamente familiarizado com matérias Judaicas. E esse reconhecimento das qualificações de Agripa para o caso abre naturalmente o caminho para o apóstolo pedir ao rei que o ouça “pacientemente”.

     Novamente, o apóstolo alega que a sua “vida” era bem conhecida de todos os Judeus (v. 4). Ele havia sido criado entre eles em Jerusalém num dos grupos promissores e privilegiados de jovens que estudaram sob Gamaliel, o afamado doutor da lei de Moisés (22:3). Ele “… excedia em Judaísmo a muitos da [sua] idade, sendo extremamente zeloso das tradições de [seus] pais” (Gál. 1:14). Os seus acusadores bem sabiam, embora não dessem disso testemunho, que desde o princípio ele havia vivido sendo Fariseu, seguindo os ensinamentos e costumes da “mais severa seita” de Israel (Atos 26:5).

     E agora ele está em julgamento – por que razão? Por repudiar a sua fé na promessa de Deus aos pais? Não! mas por proclamar a própria esperança sobre a qual essa promessa repousava (Ver. 6).

 

[1] Aquela mesma mão, bem como a outra, pode ter estado acorrentada a um soldado romano. Nós concluímos isto a partir do uso do plural no ver. 29: “estas cadeias” (cf. Atos 12:6 “dois soldados ... duas cadeias”).

 

 

 Atos dispensacionalmente Considerados

Cornelius R. Stam

 

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