1 Tessalonicenses 1:1-4
Capítulo I — I Tessalonicenses 1:1-10 PAULO E OS CRENTES DE TESSALÓNICA
UMA IGREJA MODELO
"Paulo e Silvano, e Timóteo, à igreja dos Tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações.
Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho da caridade, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai.
Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus."
— I Tessalonicenses 1:1-4
A SAUDAÇÃO
Em ambas as cartas aos crentes de Tessalónica Paulo dirige-se a eles juntamente com outros (Silas e Timóteo). Embora isto não seja estranho, estas duas cartas são as únicas em que ele se dirige aos seus leitores meramente como "Paulo", sem qualquer título descritivo.
Provavelmente existem várias razões para isto. Aparentemente não havia sérios problemas em Tessalónica, coisas complicadas, e ele não precisou de ser cauteloso na maneira com que se lhes dirigu. Ninguém, evidentemente, questionava a sua autoridade apostólica, como alguns o fizeram mais tarde em Corinto e nas igrejas da Galácia. Não havia nenhuma heresia a combater como em Colossos, nem tão-pouco qualquer divisão como em Filipos. Além do mais, Paulo e os santos de Tessalónica tinham passado por muitas perseguições juntos, e isto naturalmente fazia com que se tornassem íntimos, uma intimidade que outros talvez não tivessem com ele.
Quanto à sua saudação aqui em I Ts.1:1, passaram muitos anos antes que este escritor compreendesse o seu verdadeiro significado. Ele havia pensado nela somente como uma linda saudação espiritual, quando de facto é muito mais do que isto.
Estas palavras não são apenas uma saudação, são uma declaração oficial de Paulo como um embaixador do Pai e de Seu Filho rejeitado. "Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo": este era o tema da mensagem que ele foi enviado a proclamar.
De acordo com a profecia o Pai iria vingar-se da rejeição do Seu Filho (Veja Sl.2:1-5, 110:1), mas em graça infinita Ele interrompeu o programa profético, adiando o julgamento e introduzindo "a dispensação da graça de Deus", oferecendo aos Seus inimigos em todo lugar uma amnistia, sim, a "remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça" (Ef.1:7).
Portanto a declaração: "Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo", aparece nas palavras de abertura de cada uma das epístolas de Paulo assinadas pelo seu nome. E ainda devemos proclamar graça e paz a todos os homens.1
MOTIVO PARA ACÇÕES DE GRAÇAS
Os crentes de Tessalónica tinham dado a Paulo um grande motivo para acções de graças. Eles tinham sofrido muita perseguição e tinham permanecido fieis.2 E aqui os santos de Filipos merecem o crédito pelo encorajamento que deram aos novos crentes, porque enquanto Paulo ainda estava com os Tessalonicenses, os Filipenses, tendo ouvido das perseguições que estavam a acontecer, mandram delegações "uma e outra vez" para ajudar Paulo, e a eles, no trabalho que estavam a querer realizar (Fp.4:16). Os Filipenses também sabiam o que era perseguição; por isso deve ter sido encorajador para os santos de Tessalónica terem emissários de Filipos que apareciam no seu meio de vez em quando para os ajudar e encorajar. Deste modo, criou-se uma grande afeição entre Paulo e estas igrejas e isto é relatado nas cartas que lhes dirige (cf. Fp.1:3-5; I Ts. 1:2-4).
"Sempre damos graças a Deus por vós todos". Quando o Apóstolo pensava neles ele agradecia a Deus por eles – e mencionava-os nas suas orações: "Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho da caridade [amor], e da paciência da esperança" (v.3). De facto, era a possessão destas três graças cristãs que lhe asseguravam que verdadeiramente eles eram " eleição ... de Deus"3 (v.3-4).
1 Para uma discussão adicional deste assunto, veja o comentário do autor sobre Romanos, pg.28-30.
2 Portanto, quando Lucas diz em At.17:11 que os bereanos "foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica ", ele estava a referir-se aos judeus nas suas sinagogas, não aos santos subsequentemente convertidos a Cristo.
3 O Apêndice No. II do Comentário Sobre Romanos do autor trata do tema da eleição.
Em ambas as cartas aos crentes de Tessalónica Paulo dirige-se a eles juntamente com outros (Silas e Timóteo). Embora isto não seja estranho, estas duas cartas são as únicas em que ele se dirige aos seus leitores meramente como "Paulo", sem qualquer título descritivo.
Provavelmente existem várias razões para isto. Aparentemente não havia sérios problemas em Tessalónica, coisas complicadas, e ele não precisou de ser cauteloso na maneira com que se lhes dirigu. Ninguém, evidentemente, questionava a sua autoridade apostólica, como alguns o fizeram mais tarde em Corinto e nas igrejas da Galácia. Não havia nenhuma heresia a combater como em Colossos, nem tão-pouco qualquer divisão como em Filipos. Além do mais, Paulo e os santos de Tessalónica tinham passado por muitas perseguições juntos, e isto naturalmente fazia com que se tornassem íntimos, uma intimidade que outros talvez não tivessem com ele.
Quanto à sua saudação aqui em I Ts.1:1, passaram muitos anos antes que este escritor compreendesse o seu verdadeiro significado. Ele havia pensado nela somente como uma linda saudação espiritual, quando de facto é muito mais do que isto.
Estas palavras não são apenas uma saudação, são uma declaração oficial de Paulo como um embaixador do Pai e de Seu Filho rejeitado. "Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo": este era o tema da mensagem que ele foi enviado a proclamar.
De acordo com a profecia o Pai iria vingar-se da rejeição do Seu Filho (Veja Sl.2:1-5, 110:1), mas em graça infinita Ele interrompeu o programa profético, adiando o julgamento e introduzindo "a dispensação da graça de Deus", oferecendo aos Seus inimigos em todo lugar uma amnistia, sim, a "remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça" (Ef.1:7).
Portanto a declaração: "Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo", aparece nas palavras de abertura de cada uma das epístolas de Paulo assinadas pelo seu nome. E ainda devemos proclamar graça e paz a todos os homens.1
MOTIVO PARA ACÇÕES DE GRAÇAS
Os crentes de Tessalónica tinham dado a Paulo um grande motivo para acções de graças. Eles tinham sofrido muita perseguição e tinham permanecido fieis.2 E aqui os santos de Filipos merecem o crédito pelo encorajamento que deram aos novos crentes, porque enquanto Paulo ainda estava com os Tessalonicenses, os Filipenses, tendo ouvido das perseguições que estavam a acontecer, mandram delegações "uma e outra vez" para ajudar Paulo, e a eles, no trabalho que estavam a querer realizar (Fp.4:16). Os Filipenses também sabiam o que era perseguição; por isso deve ter sido encorajador para os santos de Tessalónica terem emissários de Filipos que apareciam no seu meio de vez em quando para os ajudar e encorajar. Deste modo, criou-se uma grande afeição entre Paulo e estas igrejas e isto é relatado nas cartas que lhes dirige (cf. Fp.1:3-5; I Ts. 1:2-4).
"Sempre damos graças a Deus por vós todos". Quando o Apóstolo pensava neles ele agradecia a Deus por eles – e mencionava-os nas suas orações: "Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho da caridade [amor], e da paciência da esperança" (v.3). De facto, era a possessão destas três graças cristãs que lhe asseguravam que verdadeiramente eles eram " eleição ... de Deus"3 (v.3-4).
1 Para uma discussão adicional deste assunto, veja o comentário do autor sobre Romanos, pg.28-30.
2 Portanto, quando Lucas diz em At.17:11 que os bereanos "foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica ", ele estava a referir-se aos judeus nas suas sinagogas, não aos santos subsequentemente convertidos a Cristo.
3 O Apêndice No. II do Comentário Sobre Romanos do autor trata do tema da eleição.
Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses



