I Tessalonicenses 4:13-18 (3)
UMA REVELAÇÃO ESPECIAL PARA PAULO"Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor..." (4:15).
É de suma importância entender que a verdade do Arrebatamento foi uma revelação especial dada a Paulo. Aqui ele proclama-a "pela palavra do Senhor" dirigida a ele, enquanto que em I Co.15:51, escrevendo sobre o mesmo assunto, ele diz: "Eis aqui vos digo um mistério", (isto é, "Revelo-vos um segredo.").
Durante os primeiros 40 anos do séc. XX, houve um genuíno revivamento, enviado do céu, na Igreja, quando a grande verdade da vinda do Senhor para buscar os Seus foi recuperada por homens de Deus como Darby, Scofield, Gaebelein, Ironside, Gray, Gregg, Haldeman, Ottman, Newell e outros. Naquela época faziam-se grandes conferências bíblicas que atraíam multidões e "a bem-aventurada esperança" ardia radiantemente nos corações das multidões de crentes que criam na Bíblia.
Embora estes homens de Deus tivessem sido usados para chamar a atenção da verdade do Arrebatamento houve uma falha no seu argumento básico. Ainda não viam claramente que a vinda de Cristo para os Seus no fim desta dispensação fazia parte do grande "mistério" revelado ao Apóstolo Paulo e por seu intermédio, e como tal, era exclusivamente a esperança dos membros do Corpo de Cristo, a Igreja desta dispensação. Já vimos na nossa discussão de I Ts.1:10 que alguns usaram passagens como Mt.24:40-42; Jo.14:3 e At.1:11 na pregação sobre o Arrebatamento, e desta forma ajudaram involuntariamente a criar a teoria "pós-tribulacinista", o ensinamento que Cristo não voltará para buscar os Seus senão depois da Grande Tribulação, e portanto, os membros do Corpo de Cristo, terão que suportar os horrores que o mundo nunca viu e nunca verá de novo (Dn.12:1; Mt.24:21). As terríveis armas de destruição com que as nações se ameaçam hoje desempenham um grande papel em convencer crentes amedrontados de que a Grande Tribulação está próxima, mas as Escrituras ensinam que seremos arrebatados para estar com Cristo antes da dispensação da graça de Deus dar lugar ao dia da Sua ira.
O erro mencionado acima teria sido evitado se tivessem prestado rigorosa atenção às afirmações de Paulo quanto a esta revelação. Este "mistério" foi, sem dúvida, um daqueles "mistérios de Deus" do qual ele foi feito dispenseiro (I Co.4:1), uma parte integral daquele grande corpo de verdade a que ele chama de "o mistério", isto é, a mensagem e programa de Deus para a Igreja desta actual dispensação, o Corpo de Cristo (Rm.16:25; I Co.2:7; Ef.3:3,9; Cl.1:25-26, 2:2; I Tm.3:9).
Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses



