I Tessalonicenses 4:13-18 (13)
O ENCONTRO NOS ARESE
A NATUREZA DESTE ENCONTRO
Em primeiro lugar, deve ser visto que este encontro é marcado, não é um encontro por acaso. Nós "seremos arrebatados... a encontrar o Senhor nos ares". Este encontro, logicamente, será aquele que está mencionado em outro lugar como "o tribunal de Cristo" (Rm.14:10; II Co.5:10).
Este autor tem sentido por muito tempo que este encontro com o Senhor será a ocasião mais apropriada de toda a nossa experiência cristã. De tudo o que já fizemos, ou ainda faremos; de tudo o que já experimentámos ou ainda experimentaremos, nada jamais foi ou será tão apropriado, tão adequado, quanto este encontro com o Senhor Jesus Cristo.
A frase, "o tribunal de Cristo", é encontrada duas vezes nas Escrituras de Paulo:
"Pois todos havemos de compadecer ante o tribunal de Cristo" (Rm.14:10).
"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo" (II Co.5:10).
Isto já perturbou muitos estudantes da Bíblia, uma vez que sabemos que: 1) Cristo morreu para nos salvar da condenação do pecado, e 2) Jo.5:24; Rm.8:1 e outras passagens, especialmente nas epístolas de Paulo, claramente afirmam que os crentes em Cristo já foram justificados e não serão julgados.
Entretanto, a palavra bema, a palavra grega aqui usada e traduzida como "tribunal", não é a mesma que geralmente se usa para referir-se à justiça penal, a palavra grega krino. É verdade que bema, às vezes, é usada em ligação a julgamentos em que homens são condenados por crimes ou absolvidos, mas também é usada em ligação a competições desportivas, nas quais os vencedores recebem, ou fracassam em receber, prémios por um desempenho superior. E a palavra grega krino não é usada desta forma.
É claro, então, que "o tribunal de Cristo" não é um julgamento para o pecado (isto já é passado para o crente), mas um julgamento do "desempenho" do salvo como Cristão.
Quando o Apóstolo declara em Rm.14:10 que "todos havemos de compadecer ante o tribunal de Cristo", ele escreve a crentes que já foram justificados no tribunal da justiça de Deus (Rm.4:25—5:1), portanto ele não pode estar a referir-se a um julgamento penal.
Isto é confirmado ainda por aquelas passagens que lidam com "o tribunal de Cristo". Vamos examinar algumas delas.
Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses



