I Tessalonicenses 5:1-11 (5)

crstam.jpg     O DIA DO SENHOR – SUA DURAÇÃO

     As Escrituras têm muito a dizer sobre "o dia do Senhor", mas que período de tempo este "dia" compreende precisamente?


     Falando em termos gerais, logicamente, o termo refere-se à época em que o dia do homem, ou "os tempos dos gentios", terminará e "só o Senhor será exaltado" (Is. 2:11,17). Mas incluirá em si mais do que a vinda de Cristo e o Seu reino? Incluirá o período profetizado da tribulação, durante o qual Deus acabará com o domínio Gentílico? Cremos que sim.

     Um escritor "pós-tribulação" adverte-nos para não confundirmos o dia da ira do diabo (Ap.12:12) com o dia da ira de Deus, e declara: "O dia do Senhor segue-se à tribulação e é o dia da ira do Senhor sobre aqueles que 'não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo' (II Ts.1:8)".

     Mas esta interpretação não leva em conta tudo o que as Escrituras dizem sobre o dia do Senhor – e até contradiz algo.

     Quando nosso Senhor voltar à terra em pessoa, "em labareda de fogo, tomando vingança" e "castigando" com "perdição eterna", Ele evidentemente despachará os Seus inimigos de imediato. Não há evidência que isto compreenda um período prolongado de tempo. Porém Paulo, ao descrever a chegada do dia do Senhor em I Ts.5:1-3 não diz nada sobre a vinda pessoal de Cristo, e descreve um período prolongado de sofrimento e tribulação. Leia a sua declaração com cuidado:

     "...o dia do Senhor virá como ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, COMO AS DORES DE PARTO ÀQUELA QUE ESTÁ GRÁVIDA; E DE MODO NENHUM ESCAPARÃO" (I Ts.5:2-3).

     Assim a frase, "ladrão de noite", não é usada para descrever que a vinda é súbita, mas inesperada. O ladrão planeia a sua visita para a hora em que será menos esperado (Mt. 24:43-44). Mas "as dores de parto àquela que está grávida", ilustra um tempo prolongado de sofrimento aumentando em intensidade.

     Quando o Anticristo quebrar sua aliança com Israel "na metade da semana" (Dn. 9:27), começará uma "destruição" repentina, mas isto não quer dizer que acabará num momento. Em vez disso, "lhes sobrevirá" repentinamente, e será "como as dores àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão".

     Isto, sugerimos, ilustra a "grande tribulação" com muito mais precisão do que a vinda de Cristo em si, pois durante a Grande Tribulação as tribulações do mundo, sem dúvida, aumentarão em frequência e intensidade, "e de modo nenhum escaparão".  

Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses


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