II Tessalonicenses 2:4-17 (6)
IRMÃOS AMADOS DO SENHOR"Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade,
"Para o que, pelo nosso Evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
"Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
"E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,
"Console os vossos corações e vos conforte em toda boa palavra e obra."
"E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,
"Console os vossos corações e vos conforte em toda boa palavra e obra."
— II Tessalonicenses 2:13-17
Mais uma vez, ao fechar esta parte doutrinal desta epístola, o Apóstolo enfatiza a grande diferença entre a perspectiva do povo amado de Deus e a daqueles que rejeitaram o Seu amor e o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.
Primeiro, a palavra "salvação" deve ser considerada aqui no seu contexto. Salvação de quê? O v.13 é frequentemente usado para ensinar a eleição para a salvação do pecado e das suas consequências eternas. Não temos nenhuma objecção a isso, porque os princípios de facto são os mesmos. Mas a palavra "salvação" tem uma série de sentidos nas Escrituras e à luz de seu contexto, a "salvação" aqui é da Tribulação, não do julgamento do Grande Trono Branco.
O que é discutido no contexto de II Ts.2:13? Com que assunto o Apóstolo tem estado preocupado até agora? A resposta clara é: o arrebatamento do povo de Deus para estar com Cristo e a subsequente manifestação de Sua ira sobre o mundo que rejeita a Cristo. O Apóstolo discute a vinda de nosso Senhor particularmente nos Capítulos 1 e 2 quando voltará à terra em julgamento "como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo" (1:8). Ele depois escreve sobre o Anticristo e como Deus levará as massas incrédulas a acreditarem na mentira dele: "para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade" (2:12).
À luz do contexto, então, a "salvação" a que o Apóstolo se refere aqui, não é do julgamento eterno, mas da salvação do "dia da ira de Deus". Observe a palavra de ligação "mas" no v.13.
No Grande Trono Branco a justiça de Deus será manifestada, não a Sua ira. Um juiz não pode permitir que sentimentos ou paixões pessoais entrem nas suas decisões. Neste caso Ele precisa de dispensar justiça, justiça penal. Portanto, enquanto a palavra "ira" ocorre pelo menos uma dúzia de vezes em relação à Tribulação e o "vinho da ira de Deus", ser então derramado, "não misturado, no cálice da Sua ira" (Ap.14:10), esta palavra não se encontra na passagem sobre o Grande Trono Branco. Em vez disso, encontramos ali o Juiz a consultar livros e registos e sentenciando em conformidade.
É depois de discutir a ira de Deus sobre este mundo incrédulo durante a Tribulação que o Apóstolo expressa a sua alegria de Deus ter escolhido salvar crentes deste holocausto, "em santificação do Espírito e fé da verdade" (2:13, cf.2:12 e 1:10).
Portanto, temos aqui ainda outra evidência de que o arrebatamento da Igreja precederá a Tribulação e que os membros do Corpo de Cristo não precisarão de suportar a Tribulação. E com isto o Apóstolo novamente prossegue a encorajar os crentes de Tessalónica.
Primeiro, a palavra "salvação" deve ser considerada aqui no seu contexto. Salvação de quê? O v.13 é frequentemente usado para ensinar a eleição para a salvação do pecado e das suas consequências eternas. Não temos nenhuma objecção a isso, porque os princípios de facto são os mesmos. Mas a palavra "salvação" tem uma série de sentidos nas Escrituras e à luz de seu contexto, a "salvação" aqui é da Tribulação, não do julgamento do Grande Trono Branco.
O que é discutido no contexto de II Ts.2:13? Com que assunto o Apóstolo tem estado preocupado até agora? A resposta clara é: o arrebatamento do povo de Deus para estar com Cristo e a subsequente manifestação de Sua ira sobre o mundo que rejeita a Cristo. O Apóstolo discute a vinda de nosso Senhor particularmente nos Capítulos 1 e 2 quando voltará à terra em julgamento "como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo" (1:8). Ele depois escreve sobre o Anticristo e como Deus levará as massas incrédulas a acreditarem na mentira dele: "para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade" (2:12).
À luz do contexto, então, a "salvação" a que o Apóstolo se refere aqui, não é do julgamento eterno, mas da salvação do "dia da ira de Deus". Observe a palavra de ligação "mas" no v.13.
No Grande Trono Branco a justiça de Deus será manifestada, não a Sua ira. Um juiz não pode permitir que sentimentos ou paixões pessoais entrem nas suas decisões. Neste caso Ele precisa de dispensar justiça, justiça penal. Portanto, enquanto a palavra "ira" ocorre pelo menos uma dúzia de vezes em relação à Tribulação e o "vinho da ira de Deus", ser então derramado, "não misturado, no cálice da Sua ira" (Ap.14:10), esta palavra não se encontra na passagem sobre o Grande Trono Branco. Em vez disso, encontramos ali o Juiz a consultar livros e registos e sentenciando em conformidade.
É depois de discutir a ira de Deus sobre este mundo incrédulo durante a Tribulação que o Apóstolo expressa a sua alegria de Deus ter escolhido salvar crentes deste holocausto, "em santificação do Espírito e fé da verdade" (2:13, cf.2:12 e 1:10).
Portanto, temos aqui ainda outra evidência de que o arrebatamento da Igreja precederá a Tribulação e que os membros do Corpo de Cristo não precisarão de suportar a Tribulação. E com isto o Apóstolo novamente prossegue a encorajar os crentes de Tessalónica.
Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses



