Nós não somos imprescindíveis
É de extrema importância que sejamos humildes. A consciência da importância pessoal é uma ilusão odiosa, porém caímos nela tão naturalmente quanto crescem ervas daninhas numa estrumeira. Não podemos ser usados pelo Senhor, e simultaneamente sonharmos com a grandeza pessoal, considerarmo-nos quase indispensáveis à igreja, pilares da causa e alicerces do templo de Deus.
Nós não somos nada nem ninguém, mas que não pensamos assim é muito evidente, pois assim que somos colocados na prateleira, começamos a perguntar ansiosamente: 'Como é que a obra continuará sem mim?'
Poderia também o mosquito pousado na carruagem perguntar: 'Como é que as cartas podem ser transportadas sem mim?'
Se homens muito melhores foram sepultados sem que a obra do Senhor ficasse parada, havemos de nos irritar e inquietar porque por um pouco de tempo temos que encostar às boxes?
Deus por vezes enfraquece a nossa força de um modo preciso, no momento certo, quando a nossa presença parece mais necessária, a fim de nos nos ensinar que nós não somos indispensáveis para a obra de Deus, e que quando somos mais úteis, Ele pode facilmente passar sem nós.
Se esta for a lição prática, a severa instrução pode ser facilmente suportada, pois com certeza está fora de tudo o que é desejável que o ego seja humilhado e somente o Senhor seja magnificado.
- Charles Haddon Spurgeon



