Uma vida de valor (I), Por William MacDonald

william_macdonald.jpg     É sempre bom trazer à memória que a vida é semelhante a uma moeda. Podemos gastá-la da maneira que desejarmos. Mas só podemos gastá-la uma vez. Portanto, é de grande importância que paremos com frequência para reflectir sobre quais deveriam ser os ingredientes na formação de uma vida. Eu tentei especificar algumas considerações que parecem ser cruciais neste sentido.

     Será que eu realmente consegui estabelecer a diferença entre o meu serviço diário e a minha chamada? Para a maioria, o serviço secular é um meio de colocar alimento na mesa, um tecto por cima da cabeça, e contribuir para o trabalho do Senhor. O emprego é honroso e necessário, mas não é a prioridade. O Senhor Jesus foi um carpinteiro, mas não foi essa a Sua chamada. O primeiro objectivo da Sua vida foi buscar e salvar o que se havia perdido. Paulo era um fabricante de tendas, mas foi chamado para ser apóstolo de Jesus Cristo. Nunca foi a intenção de Deus que alguém nascesse como homem e morresse como lojista.

     Quando uma grande companhia de petróleo pedia a um missionário para ser seu representante, eles não conseguiam entender a sua hesitação. Três vezes eles aumentaram a sua oferta, e três vezes ele recusou. "Qual é o problema?" perguntaram. "O salário não é suficiente?" Ele respondeu: "O vosso preço é bom, mas o serviço é pequeno demais. Deus chamou-me para ser missionário".

     Devo interrogar-me: "Será que o alvo da minha vida tem consequência à luz da eternidade?" Henry Bosch escreveu: "O cristão é exortado a desviar-se das muitas ambições ilusórias que cativam o povo do mundo, desde o desejo de ser famoso até ao desejo dos prazeres temporários e às riquezas mundanas. Em vez disso, ele é exortado a dedicar-se a Cristo e a lutar a favor de tesouros eternos". Ele será tolo se todos os seus planos terminarem no túmulo.

     Barnhouse disse: "A nossa vida deve ser vivida à luz da eternidade. Daqui a cem anos, onde estaremos ambos? Certamente deveríamos aprender a viver não para a obscuridade destes momentos nebulosos, mas para a luz luminosa e relevante que penetrará todos os nossos motivos e o nosso ser muito mais do que qualquer raio-x atravessa os nossos corpos".

     Jenny Lind, a famosa cantora de ópera da Suécia, converteu-se em Nova York e logo depois resolveu deixar o palco para sempre. Um dia um amigo perguntou porque é que ela deixou uma carreira tão brilhante. Jenny respondeu: "A cada dia que passava, o palco fazia-me pensar menos na minha Bíblia e quase nada no que fica além desta vida, então, o que mais poderia fazer?"

     Uma outra maneira de explicar é assim. Será que os resultados do meu serviço permanecerão depois da minha partida? Alguém disse que cada pessoa deveria preocupar-se com algum serviço honroso enquanto o seu corpo está no túmulo. Quando eu partir, ou pela morte ou pelo arrebatamento, será que vai ser dito de mim: "parece que ele nunca viveu?".

     Devo perguntar: "Será que o meu serviço toma tanto tempo e esforço que os interesses do Senhor são postos de lado?" Pode chegar um tempo na minha profissão quando precisarei de dizer: "Até este ponto as tuas ondas orgulhosas virão, mas não mais adiante", quando devo recusar uma promoção e aumento de salário para poder ocupar a minha função na igreja local. 

- William MacDonald
"Believer's Magazine"
Agosto 2002
(Continua)

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