Uma vida de valor (II), Por William MacDonald

william_macdonald.jpg     De vez em quando deveria parar e pensar: Será que estou motivado pela cobiça nos negócios e o incessante desejo de ganhar mais, de buscar um padrão de vida mais elevado? Muitas pessoas não estão mais satisfeitas somente por serem iguais aos vizinhos; eles querem estar na frente". É uma armadilha que nos deixa satisfeitos por sermos "oficiais secundários em empreendimentos passageiros". Contentamo-nos em ser especialistas em tecelagem de cestos subterrâneos, quando acima de nós arde a visão de Cristo sobre a cruz. Cada casal Cristão deveria sentar-se e decidir por um padrão de vida em que estaria satisfeito por poder colocar tudo o mais acima disso no serviço do Senhor. Isso é conhecido como viver pela fé.

     Às vezes somos desviados pela fama. Eu interrogo-me: "Eu estou motivado pelas honras do mundo?" Falando nas formaturas na Universidade de McGill, Rudyard Kipling aconselhou os estudantes a não colocarem valor demais no dinheiro, poder ou fama. Um dia encontrará um homem que não se importa com nenhuma dessas coisas, e aí perceberão quão pobres vocês são. O Senhor Jesus é esse Homem, quer Kipling soubesse ou não. O Salvador fez-Se de nenhuma reputação. Qualquer um que vive para as honras deste mundo está a vender o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Imagine dar o seu melhor em troca de uma fita, uma placa, uma taça de ouro! Um homem que viveu para essas coisas disse ao findar a sua vida: "O sonho da realidade foi melhor do que a realidade do sonho".

     Um antigo atleta disse: "A emoção maior da minha vida foi quando eu marquei o golo decisivo num grande jogo e ouvi o estrondo dos aplausos da multidão. Mas no silêncio do meu quarto naquela noite, senti um senso de futilidade a envolver-me. Afinal, valeu o quê? Será que não haveria um motivo melhor para viver do que marcar golos?".

     Outra consideração é: Será que o meu serviço me está a envolver em qualquer coisa que é legal ou eticamente duvidoso? Um Cristão pode servir em qualquer ocupação honrosa, mas que deve ser honrável; Fazer propaganda da superioridade de um produto quando esta não existe, nem o qualifica. O Senhor abomina pesos e medidas falsas. O chefe de Adam Clark disse-lhe para esticar a seda ao medir o tecido a um freguês. Clark disse: "Senhor, a seda talvez estique, mas não a minha consciência". Mais tarde, Deus usou Adam para escrever um comentário da Bíblia. Enfrentamos numerosas tentações para comprometer, especialmente na questão do dinheiro. Nós todos precisamos de "uma consciência viva e perspicaz para sentir o primeiro sinal de pecado".

     Devo considerar também se o meu serviço de alguma maneira danifica o bem estar moral, físico ou espiritual dos outros. Por exemplo, como posso eu, como cristão, vender ou servir bebidas alcoólicas quando sei que é pior fazer um alcoólatra do que ser um? Como posso vender cigarros quando sei que estes provocam o cancro? Estaria a vender cancro empacotado. Como posso vender bilhetes de lotaria quando estaria a ajudar a cobiça no coração humano?  

- William MacDonald
"Believer's Magazine"
Agosto 2002
 (Continua)

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