Uma vida de valor (III), Por William MacDonald

william_macdonald.jpg     Finalmente, interrogo-me: "Será que me sinto frustrado pela futilidade da maneira como estou a gastar a minha vida?" Quando Martin Lloyd-Jones deixou de ser médico para pregar o Evangelho, os seus amigos não podiam entendê-lo. Deixe-o contar a história: "As pessoas disseram-me: Porque deixas um serviço bom, uma profissão boa? Afinal, porque desistes da profissão médica? Se fosses um agente de apostas, por exemplo, e desistisses para pregares o Evangelho, nós entenderíamos e concordaríamos contigo e diríamos que estavas a agir de uma maneira boa, mas medicina, que é uma boa profissão, curando os doentes e aliviando-lhes as dores ...!".

     Um homem até chegou a dizer-lhe: "Se você fosse um advogado e abandonasse, eu congratular-me-ia, mas largar a medicina ...!" Tive vontade de lhes dizer: "Se soubessem mais acerca do serviço de médico, entenderiam. Nós passamos a maior parte do nosso tempo a recuperar os enfermos para voltarem aos seus pecados!" Vi homens nos seus leitos, falei-lhes das suas almas imortais, eles prometeram grandes coisas. Quando melhoraram, voltaram para o seu velho caminho! Eu vi que estava ajudar aqueles homens a pecar e resolvi não mais fazer aquilo.

     Eu quero curar almas. Se um homem tem um corpo doente e a sua alma sã, ele está são até ao fim; mas um homem que tem um corpo sadio e uma alma enferma pode ir bem por aproximadamente sessenta anos e depois tem que enfrentar uma eternidade no inferno. Ah, sim! A medicina é uma profissão honrosa e digna, mas às vezes temos que deixar estas coisas que são boas para o que é o melhor de tudo: "o gozo da salvação e a novidade de vida".

     Eu sempre acho graça quando penso no que os amigos de Charles T. Studd lhe disseram quando Deus o chamou para ser missionário:

  • "Estás louco, deixando o cricket para seres missionário";
  • "Não podias esperar até terminares a carreira?";
  • "Não podias causar um impacto maior para Deus como jogador de cricket?";
  • "Porque ir como missionário para um lugar onde nunca ouviram falar de cricket?".

     Mas Studd estava a deixar a futilidade para poder encontrar sentido. Ele estava a deixar a fantasia para encontrar a realidade.

     Como servos de Jesus Cristo, não temos o direito de gastar as nossas vidas a endireitar quadros numa casa a arder ou a arrumar as cadeiras de preguiça no Titanic. "Quando o mundo ao redor está em grande perigo, empregos que em si não são pecaminosos podem ser bem errados" (Corrie Tem Boom).

     Termino com uma pergunta penetrante que Michael Griffith fez: "O que teremos de mostrar da nossa vida? Será medida pelas recompensas e sucessos, alguns certificados de educação, umas taças de prata indicando destreza atlética, algumas medalhas, alguns recortes dos jornais, promoção na nossa profissão, algum status na comunidade local, um relógio presenteado pela aposentação, uma notícia de falecimento e cortejo fúnebre com bastante gente? É só isso que dá sentido à nossa vida?".

     Para prevenir que seja só isso, é necessário que eu enfrente as considerações precedentes que formam uma vida que tem valor. 

- William MacDonald
"Believer's Magazine"
Agosto 2002
 (FIM)

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