A velocidade mata

Porque o que eu temia me veio; e o que receava me aconteceu. Nunca estive descansado, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação. – Job 3:25-26
O ritmo de vida está a matar a alma das famílias. Faz pessoas boas agirem como loucas e faz com que indivíduos saudáveis se tornem vulneráveis - vulneráveis a doenças, vulneráveis a relacionamentos rompidos e vulneráveis ao pecado. O velho ditado “a velocidade mata” não se refere mais apenas aos condutores na estrada.
A família de hoje está perigosamente cansada. Estamos muito ocupados e distraídos para encontrar muita esperança, a menos que nos submetamos a uma drástica “cirurgia familiar”. A alma de uma família está em risco quando a família está sobrecarregada e envolvida demais. No meu livro, Creating an Intimate Marriage (Criar um Casamento Intimista), um tema em que me concentrei foi a ideia de que, quando os casais estão excessivamente envolvidos, eles desligam-se. Isso não vale também para as famílias? O que acontece quando as nossas famílias correm rápido demais por muito tempo? A pressa e as ocupações da vida podem ser os grandes destruidores de uma família saudável. Um filósofo do século passado disse assim: “A pressa não é do Diabo; a pressa é o Diabo.” Décadas depois, Richard Foster escreveu: “O nosso adversário é especialista em três coisas: ruído, pressa e multidões. Se ele puder manter-nos envolvidos em muita coisa, ele ficará satisfeito.”¹
Encaremos a realidade: tudo é mais perigoso em alta velocidade. Quando estamos excessivamente cansados, tendemos a ficar insensíveis ao que é mais importante na nossa vida. Nós contentamo-nos com a mediocridade nos nossos relacionamentos primários com Deus, com o nosso cônjuge, com os nossos filhos, com a nossa família extensa e com as nossas amizades. A parte mais triste é que muitos de nós estamos ocupados demais para nos importarmos. Quando estamos excessivamente envolvidos, adiamos ou abreviamos o que é mais importante. A nossa lista de tarefas parece necessária e inevitável. Sentimos que nunca podemos escapar da presença persistente de contas, agendas e outras responsabilidades. Esse ritmo de vida sempre crescente transforma até mesmo as melhores pessoas em máquinas e reduz muito o nosso nível geral de felicidade e realização.
Decidir evitar o ritmo acelerado em que vivemos pode ser difícil e envolve escolhas difíceis. Exige a coragem da sua convicção de que cortar é no melhor interesse da sua vida e da sua família, mesmo quando isso é contrário ao que tantas vezes vemos como a norma na cultura de hoje. Hoje, vá contra a corrente. Desacelere!
APROFUNDANDO:
1. O que acha mais difícil no conceito do corte?
2. Como a redução do ritmo de vida pode trazer restauro e integridade à sua família?
LEITURA ADICIONAL:
Salmo 23:2; Marcos 6:31
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¹ Celebration of Discipline: The Path to Spiritual Growth (Celebração da Disciplina: A Senda Para o Crescimento Espiritual), de Richard Foster, HarperCollins Publishers.
- Jim Burns



