Os verdadeiros amigos aparecem

O homem que tem muitos amigos pode congratular-se; mas há amigo mais chegado do que um irmão. – Provérbios 18:24
Como ministro de Deus, estive com pessoas que passaram por luto, tragédia e perda. Normalmente, numa situação em que alguém está dorida e a sofrer, a pessoa enquadra-se em três categorias diferentes: (1) tu conheces a pessoa, (2) conheces, mas não tens o estatuto de “amigo”, ou (3 ) és amigo (obviamente, a escala de profundidade da amizade é ampla: desde amigo a bom amigo, a grande amigo, a melhor amigo).
Tenho a certeza de que há respostas adequadas para cada um desses tipos de categoria quando se sofre, mas quero partilhar o que aprendi com (3) ... os meus amigos.
Há uns anos, quando a minha mãe estava no hospital, depois no hospício e depois quando tive que lidar com os detalhes pós-morte, senti-me extremamente exausto e só.
Durante aquelas três semanas, percebi que tenho sido um amigo comum para os meus amigos que passaram por uma crise. Eis o que aconteceu na minha situação: quase todos os meus amigos contactaram-me, disseram-me que estavam a orar por mim, pela família, pela minha mãe, etc., e a maioria disse e / ou escreveu: “Se houver algo que eu possa fazer, avisa-me.” É um gesto muito doce e genuíno. Na verdade, é EXATAMENTE o tipo de gesto que expressei no passado. Exatamente.
Porém, eis o que aprendi durante essas três semanas que mudaram a forma como pretendo ser amigo das outras pessoas no futuro: não vou oferecer ajuda, vou aparecer. (Não acredito que estou a aprender isso agora.)
Todos se oferecem para ajudar! Já fiz isso muitas vezes. Mas, muito poucas pessoas realmente aparecem para ajudar. Naquela crise particular com a minha mãe, eu tive alguns amigos que apareceram na minha vida todos os dias durante aquelas três semanas. Todos os dias, eles marcavam a sua presença por correio de voz, mensagem de texto ou apareciam para ver o que eu precisava ... o método mudava, mas a mensagem era a mesma - “Estou aqui para te ajudar. O que posso fazer para te ajudar?” Na maioria das vezes eu não precisava de nada, mas a sua persistência e presença eram poderosas e a sua persistência foi muito mais significativa do que eu pensava.
Esses amigos ensinaram-me muito e expuseram a fraqueza da amizade que demonstrei durante anos. Sim, tenho uma experiência de 30 anos a servir a, e na, igreja e ainda estou a aprender a viver em comunidade e a estar mais ciente das necessidades dos outros.
Obrigado pessoal, por terem sido exemplo para mim do que eu realmente precisava aprender. Estou grato. Da próxima vez, vou aparecer.
APROFUNDANDO:
1. Que tipo de amigo os teus amigos diriam que és, aquele que “se oferece” ou aquele que “aparece”? Porquê?
2. Que obstáculos te impedem de seres um amigo que “aparece” de maneira mais consistente? Como podes superá-los?
LEITURA ADICIONAL:
Eclesiastes 4:9-12
Por Doug Fields



