Se retirarmos Cristo ...

Aqui há umas semanas no meu local de trabalho, por força da exigência do serviço, assisti a uma aula de ética ministrada por um Juiz de Direito, pessoa essa que me é querida, e onde a assistência era totalmente preenchida por futuros Procuradores da Républica agora na qualidade de auditores de justiça.
A certa altura, na aula, o Dr Juiz fala de um matemático Persa que nasceu por volta do ano 780 na região ao sul do Mar de Aral, hoje Uzbequistão, e faleceu em Bagdá, capital do então Império Persa, por volta do ano de 850, de seu nome Abu Abdallah Mohammed ibn Musa Al-Khwarizmi pai do nosso algarismo zero. Al-Khwarizmi é de onde vem a nossa palavra algarismo.
Al-Khwarizmi foi um humanista, uma inteligência rara que viveu para além do seu tempo, tempo de obscuridade. Há um diálogo atribuído a ele em que é instado a comparar a matemática com o ser humano. É o que segue.
Perguntaram a Al-Khwarizmi sobre o ser humano e ele respondeu:
- Se tiver Ética, então é igual a 1 (um);
- Se também for Inteligente, acrescente 0 (Zero) e será igual a 10 (dez);
- Se também for Rico, acrescente mais um 0 (zero) e será igual a 100 (cem);
- Se ainda for Belo, acrescente mais um 0 (zero) e ele será igual a 1000 (mil);
- Mas se ele perder o 1 (um), que corresponde a Ética, então perderá todo o seu valor, pois restarão apenas os zeros.
Esta alegoria pode ser tranportada para a vida cristã.
- Se tivermos Cristo então será igual a 1;
- Se formos caridosos então acrescentaremos um zero e será um 10;
- Se formos honestos então acrescentaremos mais um zero que dará 100;
- Se formos mansos então acrescentaremos mais um zero, dando 1000, e por aí fora,
- Mas se retirarmos Cristo da fórmula então só restarão também apenas zeros.
E como diz a palavra em Efésios 2:8,9,10, "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”
- C. R.
(Cristóvão Godinho)



