Reagindo à ira
Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. – Efésios 4:26-27
Há uns anos, pedi à minha família que fizesse uma lista das vezes em que eles foram injustamente os destinatários da minha ira. Felizmente, era uma lista bem pequena, não maior que uma agenda telefónica. Achei que a lista seria realmente muito maior. Bem, bem vistas as coisas, a lista telefónica era simplesmente a lista da minha esposa. As listas das crianças eram tão compridas que tivemos que ir ao Kinko’s buscar mais papel.
Falando a sério, chegou um momento em que percebi que eu tinha um problema com a ira. Sei que não estou sozinho na luta para controlar e expressar a ira. Muitas pessoas não têm ideia do que fazer quando ficam iradas. Talvez isso aconteça também contigo. Por outro lado, talvez acredites que a ira é algo que nunca deverias sentir. Os bons Cristãos não se iram – iram? Então enfias a tua ira profundamente dentro de ti e nunca a deixas sair. De qualquer forma, sempre que sentimos ira e não a expressamos adequadamente, esta volta para nos magoar.
Desde então, aprendi a lidar com a ira de maneiras mais construtivas e que honrem a Deus. Não sou perfeito, mas estou a fazer progresso. Se estás preso à ira, talvez alguns dos passos que aprendi ao longo do caminho também te possam ajudar.
Não negues a ira. Toma uma decisão consciente de chamares de irritação à ira. Algo está errado. É correto admiti-lo.
Retarda a ira. Coloca a ira em espera. Isso dá-te a oportunidade de dizeres a ti mesmo: “Eu posso estar errado aqui, por isso vou pensar bem no assunto”. Esta simples ação requer profundidade de maturidade. É aqui que precisas de desacelerar a situação para avaliares o que realmente está a acontecer. Faz a escolha consciente de ser paciente.
Define a ira, depois entrega-a a Deus. Como se levantam os cobertores de uma cama por esta ter uma irregularidade, a fim de ver o que está escondido no seu interior, coloca a ti mesmo a simples pergunta: “Porque é que realmente estou irado?” A maioria das pessoas nunca faz essa pergunta; simplesmente reagem de imediato ao gatilho da sua ira. Aproveita o tempo para refletires e definires. Depois de identificares a tua ira, fala com Deus sobre a tua mágoa. A verdadeira razão da tua ira é onde Deus te quer encontrar. Conta-Lhe tudo sobre a mesma e pede-Lhe ajuda.
Desarma a ira e depois reaje. Os três primeiros passos ajudam a desarmar a tua ira, mas ainda precisas de responder. Coloca como objetivo responder de uma maneira que honre a Deus e promova a paz, tornando a situação menos prejudicial, contundente, intensa, exatamente como farias ao remover fisicamente a espoleta de um engenho explosivo. Toma a sério as palavras das Escrituras: “A resposta branda desvia o furou [ou, ira]” (Provérbios 15:1). Sempre que fazes isto, escolhes buscar a paz no relacionamento.
A ira faz parte da vida e requer uma resposta. Mas, lembra-te de que sempre que sentimos ira, temos uma escolha. Podemos seguir o caminho que leva à dor ou ao que leva à paz. Com a ajuda de Deus, podemos escolher a paz!
APROFUNDANDO:
1. O que é que regularmente desencadeia a tua ira?
2. Escolhe um momento no passado recente em que te iraste, e vai mais fundo: o que pode ter estado na raiz da tua ira?
LEITURA ADICIONAL:
Romanos 12:18; Provérbios 16:32
Por Doug Fields



