Chiu, caluda ...

 

     Antes que te formasse no ventre, te conheci … - Jeremias 1:5

      Estou convencido de que as crianças conhecem Deus intuitivamente. Elas não têm medo de falar com Ele, sobre Ele, ou contar histórias que O incluam. Existe um lugar no seu coração que está aberto a todas as coisas espirituais. Eu experimentei isso na nossa própria família e em outras pessoas. Um exemplo muito íntimo foi dado por um escritor que partilhou o seguinte: “Uma menina de quatro anos foi ouvida a sussurrar ao ouvido do seu irmão bebé: ”Bebé”, sussurrou ela,”Diz-me como é o som de Deus. Estou a começar a esquecer.”¹

     Buscar a Deus requer ouvir, e ouvir é um trabalho árduo. Requer energia, paciência, tempo, esforço e, acima de tudo, silêncio. E, enquanto a maioria de nós dá-se bem com a energia, paciência, tempo e parte do esforço, estremecemos com a ideia de ficar em silêncio e rapidamente procuramos e encontramos formas de preencher o vazio que se instala.

     No silêncio, as mágoas, dores, rejeições e fracassos que temos afastado, voltam a correr. No silêncio, as vozes daqueles que têm autoridade sobre nós podem parecer dominar-nos. Em silêncio, a preocupação e o medo permanecem estranhamente próximos de nós. Mas considera o paradoxo de, como alguém disse, “Deus é amigo do silêncio”. Elias aprendeu isso quando se escondia numa caverna. Esperando que Deus se revelasse em alto e bom som, Elias recebeu o sussurro silencioso de Deus. O Salmo 46:10 diz: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus”. A verdade é que as coisas nascem em silêncio que não pode ser ouvido no barulho dos nossos dias excessivamente verbais.²

     Considera o teu dia. Está cheio de ruído? O rádio, a TV, a Internet, os smartphones e outras coisas entulham a tua mente com excesso de ruído? Mesmo as coisas boas podem tornar-se desordenadas se nos distraírem dos momentos de silêncio.

     Hoje, eu desafio-te a “desligares”. Deixa o telemóvel em casa e dá um passeio. Resiste à tentação de falar. Anda em silêncio e pede a Deus que fale contigo. Consciencializa-te das pequenas alegrias de que te podes ter esquecido, como o som de crianças a brincar ao longe, o som de um pássaro ou esquilo a gorjear, ou trilar, numa árvore, ou até mesmo ouvir o próprio batimento cardíaco.

     O silêncio pode ser ensurdecedor. Pode ser ameaçador ou até assustador. Mas também pode ser curativo, purificador, vivificante e restaurador.

 

APROFUNDANDO:

Estar contente em silêncio requer prática. Experimenta passar 5, 10 ou até 15 minutos hoje em silêncio. Aumenta o teu tempo a cada dia e cria um diário para registar a tua experiência.

LEITURA ADICIONAL:

Lucas 5:16; 1 Samuel 3:1-10; 1 Reis 19:9-13

 

¹Robert Benson, Between the Dreaming and the Coming True (San Francisco: HarperSanFrancisco, 1997), p.55.

²Wayne Muller, Sabbath, Restoring the Sacred Rhythm of Rest. Bantam Books, 1999.

Por Leslie Snyder

 

 

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