És um crente sinal, da graça?

Haja paciência…! - Opus Dei 

 

     “A tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais, sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo” (2 Tes. 1:4,5 ARA).

      Em 32 anos de ministério pastoral, este escritor teve o privilégio de oficiar muitas cerimónias de casamento. Quando chega a hora de o noivo dizer "sim", iniciamos essa resposta perguntando-lhe: “Dás o teu anel e aceitas o anel da tua noiva, como sinal de que manterás o compromisso e cumprirás os votos que fizeste neste dia?” Como a palavra sinal foi definida como “algo que serve como indicação ou expressão de outra coisa”, concluímos a cerimónia do anel dizendo: “Estes anéis de ouro servirão como lembretes contínuos da fé duradoura e imperecível que tendes prometido um ao outro neste dia.”

     Na Bíblia, lemos que Deus deu o arco-íris como um “sinal” da Sua promessa de nunca mais destruir o mundo com um dilúvio universal (Gén. 9:11-13). Da mesma forma, diz-se que a circuncisão é um “sinal” da aliança que Deus fez com Abraão (Gén. 17:11), e o sangue do cordeiro pascal foi considerado um “sinal” da promessa de Deus a Israel de poupar os seus primogénitos. (Êxodo 12:13).

     Aqui no nosso texto, o apóstolo Paulo diz que a maneira paciente como os tessalonicenses estavam a suportar a perseguição era sinal evidente do reto juízo de Deus”. Ou seja, a sua paciente resistência na tribulação era um sinal de que, quando Deus finalmente julgar o mundo, “há de julgar o mundo com justiça(Atos 17:31), pois Ele estará a dar a paga ao mundo por ter perseguido o Seu povo. Como Paulo continua a dizer no versículo que segue o nosso texto,

     “Se de facto é justo diante de Deus que dê, em paga, tribulação aos que vos atribulam” (2 Tes. 1:6).

     Quando um cristão é perseguido pela sua fé, uma injustiça tem ocorrido; uma coisa injusta tem acontecido. No sistema perfeito da justiça de Deus, que não pode deixar a dívida de nenhum pecado por liquidar, essa injustiça tem que ser paga, e Deus promete solenemente corrigir esse erro “… quando Se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do Seu poder.

     Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus, e dos que não obedecem ao Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder.” (2 Tes. 1:7-9).

     Deus jura aqui que um dia vingará os tessalonicenses pelas tribulações que lhes foram causadas pelos seus perseguidores, começando com a destruição que Ele trará sobre o mundo na Sua Segunda Vinda. É claro que Deus sabe que será acusado de injustiça, como sempre acontece quando é forçado a julgar os homens. É por isso que o Livro do Apocalipse está salpicado com afirmações de que os julgamentos da Tribulação de Deus não são injustos, mas sim “justos e verdadeiros” (Ap 15:3), e “justos” (16:5-7; 19:2). Da mesma forma, aqui no nosso texto, Paulo está a defender a justiça dos juízos da Segunda Vinda.

     Em seguida, Paulo diz que o justo julgamento de Deus sobre esses perseguidores do povo de Deus continuará no Lago de Fogo, na “eterna perdição” que ele refere aqui em 2 Tessalonicenses 1:9. Vemos aqui uma clara evidência de que todos os que em qualquer época rejeitam a provisão de Deus para os seus pecados, morrerão neles (cf. João 8:24), e eles mesmos devem pagar pelos mesmos.

     É claro que os próprios tessalonicenses poderiam ter ripostado aos seus perseguidores e forçado-os a pagar pelos crimes que cometeram contra eles. Certamente houve momentos em que eles sentiram vontade de acertar contas. No entanto, se eles tivessem feito isso, então seria injusto para Deus um dia recompensar a tribulação dos seus perseguidores, mas Deus não será culpado de dupla condenação. Perante esta realidade, Paulo pôde dizer aos tessalonicenses que a “constância [ou, paciência] e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais, [é] sinal evidente do reto juízo de Deus.” Se o mundo um dia perguntar porque é que Deus os está a incomodar, Ele pode responder: “Bem, vocês costumavam incomodar o Meu povo, então agora, da mesma forma, Eu estou incomodando-vos a vós!”

     Há uma lição que podemos aprender com isto. Se nos vingarmos daqueles que nos incomodam, isso significa que Deus não o poderá fazer. Que incentivo para deixar a vingança para Aquele cujos julgamentos são sempre justos e imparciais! Quando nos vingamos, muitas vezes retaliamos muito pouco, deixando o nosso senso de justiça insatisfeito. Ou retaliamos demais, criando um desequilíbrio adicional de justiça que deixa o nosso adversário sentindo a necessidade de nos atacar novamente. “E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, sobre os que tais coisas fazem. (Rom. 2:2). Deus julgará todos os homens com justiça, pois o Seu julgamento será de acordo com a verdade. Não é à toa que o Dia do Julgamento é chamado de “o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (2:5 ARA).

     És um crente sinal, da graça? A tua paciência com aqueles que te incomodam é um sinal de que, quando Deus julgar os teus perseguidores, Ele fá-lo-á em retidão? Nenhum de nós jamais tiraria consciente e intencionalmente algo de Deus, que Ele diz pertencer-Lhe, e, no entanto, é isso que fazemos quando nos vingamos d’Aquele que disse: Minha é a vingança; Eu recompensarei” (Rom. 12:19). Se estás a pensar em fazer alguém pagar pelo que te fez, porque não decides agora mesmo deixar tudo com Ele?

por Ricky Kurth

 

 

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