Tirando a máscara
“E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam d’Ele. E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque, o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” - Lucas 16:14-15
Tu usas um disfarce cristão? Quando estás com os outros, alguma vez representas? Já sentiste a pressão de seres alguém que realmente não és? Seres ou agires mais quando estás com outros por conveniência e não pelo que realmente és?
Se isso acontece contigo, sabe que não estás só. Comigo também acontece.
Às vezes, as pressões que sinto e as pressões que coloco em mim mesmo têm resultado em me tornar um ator, ou mais precisamente, um ator vazio. Escondo os meus defeitos, falhas e medos das outras pessoas e coloco um disfarce religioso para parecer melhor do que realmente sou. Quando esqueço o quanto Deus me ama, começo a importar-me com o que as outras pessoas pensam sobre mim.
Eu faço-o porque usar um disfarce é confortável e fácil, enquanto ser real requer vulnerabilidade. Ser real requer coragem e risco.
Vendo essa tendência na minha própria vida, fiz uma pergunta no Twitter e no Facebook: “Em que situações sentes a pressão de fingir ou simular seres mais espiritual do que realmente és?” As respostas foram surpreendentes:
“Sinto a pressão de fingir assim que acordo.”
“Eu finjo ser alguém que não sou quando ofereço conselhos aos outros.”
“Eu finjo quando digo a alguém que acabou de perder o emprego que vai ficar tudo bem, que só precisa de ter fé. Eu finjo acreditar no que acabei de dizer.”
“Eu finjo quando o irmão que lidera o grupo pergunta: 'O que tens lido ultimamente na Palavra?'”
“Eu finjo o tempo todo.”
É tão fácil usar uma máscara.
Hoje é dia de tirar a máscara. Troca a tua personalidade de aparência religiosa pela tua verdadeira personalidade. Não te esqueças de que o Senhor Jesus Cristo Se irritou com os religiosos falsos e fingidos. Ele chamou-os de “sepulcros caiados de branco” porque pareciam bons por fora, mas estavam mortos por dentro.
Embora eu ainda não esteja 100% livre de disfarces, eis o que aprendi: O Senhor não quer que representemos. Ele quer que sejamos reais. Ele quer que sejamos as pessoas que Ele nos criou para que fossemos. Ele gosta do verdadeiro tu e de eu como sou mais do que gosta dos papéis falsos que muitas vezes interpretamos. Ele quer que vivamos com segurança no amor que Ele tem por nós, que é eterno e incondicional.
Quando começarmos a dar valor às pessoas que realmente somos em oposição ao disfarce, tornamo-nos genuinamente diferentes. Não uns fingidos diferentes. Não uns falsos diferentes. Não uns estranhos diferentes. Não uns religiosos diferentes. Mas uns transformados diferentes.
Quando tiramos a máscara, coisas incríveis acontecem. Descobrimos que não estamos sozinhos. Descobrimos que os outros também têm falhas, defeitos e medos. E descobrimos que estamos seguros; não confortáveis, mas seguros para sermos nós mesmos, vivendo para uma audiência de Um.
APROFUNDANDO:
1. Pensa numa ocasião em que usaste um disfarce religioso para convencer os outros de que és mais espiritual do que realmente és.
2. Como o saberes que Deus te ama eterna e incondicionalmente te motiva a remover o teu disfarce religioso?
LEITURA ADICIONAL:
Mateus 6:1-6; 16-18; Mateus 23:27; 1 João 5:13-19
Por Doug Fields



