Fruto que abunde
“Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que abunde para a vossa conta.” (Fp 4:17).
Como o apóstolo Paulo se regozijava pela Igreja em Filipos devido aos trabalhos de amor destes crentes! Esta igreja fiel no seu amor por Paulo e à mensagem da Graça auxiliou o Apóstolo mais do que uma vez. Eles participaram dos seus sofrimentos e necessidades enviando-lhe ajuda financeira. Na Macedónia, a doação deles fez avançar a obra do Senhor na promoção do Evangelho da Graça de Deus (v. 15). Em Tessalónica, o envio de uma oferta oportuna permitiu que Paulo escapasse de Tessalónica e buscasse refúgio em Bereia (v. 16 cf. Atos 17:1-10).
Foi isto que levou Paulo a dizer: “Não que procure dádivas”. Paulo não era ganancioso nem buscava ganho pessoal, mas desejava frutos que pudessem abundar para conta daqueles crentes. A palavra fruto é usada nas Escrituras para denotar resultados ou aquilo que é produzido. Para citar um autor a título de exemplo: “Falamos de 'Castigo como fruto do pecado', 'Pobreza como fruto da ociosidade' e 'Felicidade como fruto de uma vida virtuosa'”. Aqui vemos que o pecado produz castigo ; a ociosidade produz pobreza; uma vida virtuosa produz felicidade, e, no caso dos crentes filipenses, a fidelidade produz recompensa.
O apóstolo Paulo alegrou-se por eles, pelos seus atos de bondade e fidelidade no serviço de Cristo. O apóstolo desejava que os seus atos de bondade em prover às suas necessidades pudessem ser tidos em conta no Tribunal de Cristo, para serem então ricamente recompensados e colherem os benefícios da sua fecundidade. O grande Apóstolo seria capaz de elogiar as nossas atuais Igrejas do presente, como fez com a Igreja em Filipos? Estamos na defesa e confirmação do Evangelho como eles?
Por Paul M. Sadler



