Isto explica isso

 

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     Já te interrogaste porque os cristãos nominais te causam tristeza quando insistes que a salvação é pela graça, somente por meio da fé, sem qualquer boa obra (Efésios 2:8,9)? O apóstolo Paulo entendeu a razão porque os homens o incomodavam por proclamar esta mensagem, e ele encontrou a ilustração perfeita para ajudar os Gálatas a entendê-la. Falando dos dois filhos de Abraão, ele observou:

      “Mas, como, então, aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que era segundo o Espírito, assim é, também, agora.” (Gál. 4:29).

     Quando consultamos a passagem que Paulo está a citar aqui, aprendemos que Ismael “perseguiu” Isaque “zombando” dele (Gén. 21:9). E, se conheces a história, sabes porque Ismael estava a causar sofrimento ao irmão mais novo. Quando Abraão se cansou de esperar que Deus lhe desse o filho que Ele lhe havia prometido, ele tomou o assunto nas suas próprias mãos e gerou um filho da serva da sua esposa, com a intenção de fazer de Ismael o herdeiro que Deus prometera (Gén. 17:18) . Deus rejeitou tal ideia (Gén. 17:20,21) e finalmente acabou por dar a Abraão o filho que Ele lhe prometera através do nascimento miraculoso de Isaque, que a esposa de Abraão, Sara, lhe daria.

     Ismael tinha treze anos (Gén. 17:25) quando Isaque foi desmamado (21:8), e com base na garantia do seu pai de que ele seria seu herdeiro, ele sem dúvida trabalhou muito para ser digno da sua herança. Então, de repente, apareceu aquele intruso, aquela criança, Isaque, a quem Sara declarou corretamente que seria o herdeiro do seu marido (Gén. 21:10), e Deus concordara (v. 12). Isso significava que, depois de todo o trabalho árduo de Ismael, a sua herança agora seria entregue àquela criança que não havia feito nada para a conquistar, para além de nascer como filho da promessa.

     Agora, se não te consegues identificar com a raiva que Ismael sentiu em relação ao recém-declarado herdeiro, eu certamente consigo! Quando eu tinha doze anos, pedi ao meu pai que me comprasse uma bicicleta Schwinn Fastback Stingray. Ele disse-me que eu tinha idade suficiente para trabalhar pelo dinheiro que seria necessário para fazer uma compra tão cara. Ele então lembrou-me que eu poderia trabalhar quantas horas quisesse na sua oficina de ferramentas e moldes. Para me ajudar, ele aumentou graciosamente o meu salário para 50 cêntimos por hora (ele tinha começado com 15 cêntimos por hora!). Mas enquanto eu trabalhava e economizava para a minha bicicleta de 75 dólares, o meu irmão mais novo aprendeu a andar de bicicleta e ganhou uma bicicleta Stingray! Lembro-me de eu ter ficado com raiva por ele ter acabado de receber algo pelo qual eu estava a ter que trabalhar tanto!

     Isto explica como Ismael se sentia em relação a Isaque, o que, por sua vez, explica como os cristãos professos se sentem em relação àqueles de nós que defendem a causa da salvação pela graça por meio da fé, independentemente das obras. Esses “cristãos” ficam irritados com a ideia de que a salvação pela qual eles estão a trabalhar tanto e tão arduamente, está a ser oferecida demasiado gratuitamente a homens e mulheres que não fizeram nada para a conquistar, para além de nascer de novo como filhos da promessa de Deus (Gál. 4:28).

     Como devemos responder a tal animosidade religiosa? Paulo responde nas palavras de abertura do capítulo seguinte de Gálatas: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou…” (5:1)! Nunca foi fácil defender o puro e inalterado Evangelho da graça de Deus, mas, como o antigo hino da fé expressa muito bem, “terá valido a pena quando virmos Jesus”!

por Ricky Kurth

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