O ensino da autoestima

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” — Tito 1:9
Satanás nunca descansa no seu desejo insaciável de corromper a Palavra de Deus. Um caso em questão é o ensino atual do amor-próprio, auto-estima e autovalorização. A influência desta doutrina doentia permeou quase todos os estratos da Cristandade, incluindo o nosso meio. Como a batida de um tambor, esse tema é ouvido quase constantemente nos púlpitos da América e frequentemente aparece nas páginas da literatura cristã. Cuidado ao ouvir ou ler: “É importante sentires-te bem contigo mesmo”, “Aprende a amar-te a ti mesmo”, “Examina o teu eu mais íntimo para entenderes porque pensas e sentes o que pensas e sentes”, “Deus enviou o Seu filho para morrer por ti porque tu és de grande valor.”
À superfície, essas frases podem parecer louváveis, mas na realidade são diametralmente opostas às Escrituras. O acima referido foi pesado na balança bíblica e achado em falta. Por exemplo: “Enganoso é o coração [eu interior], mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?” (Jer. 17:9). Paulo concordou quando disse: “Porque eu sei que, em mim (isto é, na minha carne, [velha natureza ou eu]) não habita bem algum” (Romanos 7:18).
O velho (eu) está em inimizade com Deus. Ele odeia a Deus e as coisas de Deus e, entregue a si mesmo, não buscará a Deus. As Escrituras, do começo ao fim, dizem numa voz uníssona que a velha natureza está podre até ao âmago (ver Rom. 3:9-18).
Consequentemente, o nosso velho homem (eu) foi crucificado com Cristo. Paulo fez referência a isso quando escreveu aos Gálatas: “Já estou crucificado com Cristo [i.e. o teu velho homem]; e vivo [a nova natureza de Paulo]; NÃO mais EU, mas Cristo vive em mim”. Devemos despojar-nos da velha natureza e revestir-nos da nova, que é criada em santidade e justiça (Efésios 4:22-24). É inútil melhorar a auto-imagem, especialmente porque Deus abomina qualquer tentativa de o fazer. Em vez disso, devemos ser feitos conforme a imagem do Seu querido Filho. Assim, os da família da fé devem viver nessa conformidade:
“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual, também, para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fil. 2:3-5).
O eu tem grande prazer em aclamação, indulgência, aprovação e louvor. Ele gloria-se em todas essas coisas. Mas não estamos a roubar a Deus quando o eu é mais estimado do que a Sua glória?
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que NÃO SOIS DE VÓS MESMOS? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus, no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Cor. 6:19,20).
Havemos de permitir que a doutrina do “amor a ti mesmo” ofusque o amor de Deus em Cristo Jesus? Deus me livre! Que Deus nos ajude a resistir a esse ensino insidioso que essencialmente rouba a Deus a glória que Lhe é devido por direito.
por Paul M. Sadler



