O fio de prumo

“… e eis que o Senhor estava sobre um muro levantado a prumo: e tinha um prumo na sua mão… Eis que Eu porei o prumo no meio do Meu povo Israel; nunca mais passarei por ele.” (Amós 7:7,8).
Ao compararmos os dois versículos desta visão, Deus identifica o “muro” como “Meu povo Israel”. Mas o que representava “o prumo”?
O prumo é uma ferramenta que é usada ainda hoje pelos pedreiros que desejam erguer muros [ou paredes] perfeitamente direitos. Um peso simples no final de uma corda é suspenso ao longo do muro enquanto este está a ser construído, a fim de garantir que o mesmo esteja a ser construído direito e num ângulo reto perfeito com a atração gravitacional da Terra. Os trabalhadores da construção sabem que as paredes curvas ou inclinadas são facilmente derrubadas (Sal. 62:3).
Visto que o nosso texto nos diz que este “muro” que representa Israel foi “levantado a prumo”, cremos que o prumo seja a Lei de Moisés. Foi a Lei que definiu Israel como nação, e o seu código perfeito de justiça garantiu que Israel fosse edificada de acordo com o padrão perfeitamente direito da própria justiça de Deus. Aqui em Amós 7, Deus está a reaplicar o padrão de prumo da Lei a Israel para mostrar a Amós o quanto a sua nação se havia afastado do padrão perfeito com o qual ela havia sido edificada e porque Ele “nunca mais” poderia passar por eles em misericórdia, mas teria que trazer o julgamento que o seu pecado exigia.
Hoje, na dispensação da Graça, é claro, Deus não está a lidar com Israel ou qualquer outra nação, mas sim com membros individuais do Corpo de Cristo. Nas epístolas de Paulo, lemos como em Cristo nós também fomos formados de acordo com o padrão perfeito da Lei (2 Cor. 5:21), e que a justiça da Lei nos nos é dada como um dom gratuito da graça de Deus por meio da fé (Rom. 3:21-26; 10:4; I Cor. 1:30). Assim, quando os crentes hoje desejam aplicar um padrão nas suas vidas para verificarem se se desviaram do padrão com que foram por Deus criados em Cristo, não olham para a Lei, mas para as epístolas do apóstolo Paulo.
Encerramos com uma advertência muito prática. Todo o construtor sabe que quando uma parede cai, ela cai sempre na direção em que está inclinada. Se o leitor já se interrogou sobre o dano de um consumo exagerado de uma bebida alcoólica, ou o perigo do namoriscar aparentemente “inofensivo" com a imoralidade, deve ser lembrado que os cristãos são como paredes - também caem sempre na direção em que estão inclinados! Agradeçamos a Deus pelo prumo da Sua graça, e determinemo-nos, como nunca antes, a andar dignos d’Ele.
por Ricky Kurth



