Resmungando e murmurando

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     “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fil. 2:14,15).

      Sempre que algo atrapalha a harmonia da assembleia local, cada membro do Corpo precisa de se examinar e perguntar: “Senhor, fui eu? Fui eu que causei este problema?” A carne pode justificar qualquer coisa, até mesmo o resmungar com os outros, como terem lidado com as coisas de maneira diferente. Isso só serve para causar discórdia entre os irmãos. Esse tipo de coisas são normalmente ditas à sombra do salão de cultos, onde as linhas de batalha são traçadas para um grande confronto. Quando não estás na linha de frente a combater o bom combate da fé, é fácil ficares nas sombras e criticares os que estão a defender a fé. A crítica não é um dos dons do Espírito, mas uma manifestação da carne!

     Paulo queria que os que viviam em carnalidade em Filipos a abandonassem para que pudessem ser usados de maneira mais ampla pelo Senhor. Eles deveriam ser irrepreensíveis, sinceros e inculpáveis, para que houvesse pouca dúvida de quem eles eram aos olhos do mundo. Sabe que os crentes têm algo que o mundo procura: paz, propósito e esperança! Portanto, é importante que os filhos de Deus mantenham o testemunho consistente de Cristo diante de uma geração corrompida e perversa. Essencialmente, o apóstolo está a desafiar os filipenses a viverem uma vida piedosa para não desonrarem o nome de Cristo perante o mundo.

     Os não salvos dos nossos dias, por exemplo, deleitam-se em apontar: “Oh, referes-te àquela igreja onde eles brigam como cães e gatos e tiveram que chamar a polícia para resolver uma disputa. Ora, não é diferente da taberna da esquina que eu frequento.” Uma vez que uma assembleia local tenha esse tipo de reputação, é altamente improvável que seja uma mais valia para a comunidade de Cristo no alcance dos descrentes. Como foi dito: “Quando um incrédulo vê um Cristão professo que é polémico, difícil de se conviver e mundano nas suas ambições, conversas e comportamento, o incrédulo forma logo uma má opinião sobre o Cristianismo”.

por Paul M. Sadler

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