Conversa fiada

“Este é o clima que temos - conversa fiada.” Embora não haja nada de errado com o conversar sobre coisas triviais que ocupam grande parte da nossa interação, de acordo com a epístola a Tito, o apóstolo Paulo encoraja-nos a cultivar conversas sobre coisas maiores e mais importantes.
Paulo disse a Tito: “fala o que convém à sã doutrina” (2:1). Por outras palavras, Paulo queria que este seu cooperador na obra de Deus falasse conscientemente sobre coisas significativas que fundamentariam os santos nas verdades de hoje e os encorajassem a viver para o Senhor. Paulo instruiu os “velhos” a agirem como homens de verdadeira maturidade espiritual (2:2). Isso significava servir deliberadamente como modelos de piedade. Paulo especifica áreas de conduta como ser sincero, ser são na doutrina, ser amoroso e paciente; mas o contexto parece implicar que ele também queria que as suas conversas fossem impregnadas de conteúdo espiritual.
Paulo também exorta as “mulheres idosas” a prestar muita atenção ao comportamento saudável e piedoso, que conduz à santidade (2:3). Mas também lhes diz para serem mestras ou para conversar com as jovens sobre como viver de maneira adequada e piedosa em casa e no casamento. Paulo instrui Tito a falar aos “jovens” sobre a importância de serem consistentemente sérios no viver para o Senhor, para que sirvam de “exemplo [ou modelo] de boas obras”, mostrando “na doutrina… incorrupção, gravidade, sinceridade” ( 2:6-7).
Paulo continua a dizer a Tito para lembrar constantemente todos os santos para que estejam “preparados para toda boa obra”, aplicando-se às mesmas (3:1; 3:8). É digno de nota que Paulo também diga a Tito: “Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze.” (2:15). Aqui vemos em antecipação que alguns preferem mera “conversa fiada” e não apreciem discussões sérias sobre assuntos espirituais, mas como servo de Cristo, Paulo anima Tito a continuar a falar sobre coisas importantes, independentemente de como os outros respondam.
Ao pensarmos nestas instruções a Tito, devemos nos lembrar de aplicá-las na nossa caminhada diária. Nós também precisamos de ir além da mera “conversa fiada” com os outros santos e cultivarmos discussões que promovam uma vida e uma doutrina verdadeiras e piedosas. Quando o fazemos, o nosso próprio andar pode tornar-se numa caminhada com mais propósito e significado, e podemos ter um impacto espiritual positivo nos outros que será motivo de alegria na eternidade.
Por John Fredericksen



