Como entrar na comunhão do sofrimento

“Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” Gálatas 6:2
Os Cristãos falam muito sobre comunhão. Mas essa palavra pode significar coisas diferentes - desde simplesmente dizeres olá antes de um culto quando a igreja se reúne, até ao serviço conjunto numa viagem missionária. Mas o tipo mais profundo de comunhão é a comunhão do sofrimento — quando assumes o risco de partilhar a tua dor com outra pessoa.
Na comunhão do sofrimento, Deus usa a tua dor para te aproximar de outras pessoas. Se permitires, a dor aprofundará o teu amor pelas outras pessoas. O sofrimento amadurece, sensibiliza e transforma-te. Já vi as pessoas mais teimosas e egocêntricas transformarem-se em pessoas amorosas e generosas após uma grande tragédia nas suas vidas, porque escolheram compartilhar a sua dor e suportar a dor dos outros.
Quando o meu filho morreu, a minha esposa e eu sabíamos que as estatísticas não eram boas para o nosso casamento. Quase um terço de todos os casais que perdem um filho acabam por se divorciar. Portanto, trabalhámos intencionalmente para cultivar o nosso casamento. Nós manifestámos graça um ao outro. Escolhemos não julgar os sentimentos um do outro. E porque fomos intencionais, a comunhão do sofrimento aproximou-nos um do outro.
Gálatas 6:2 diz: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.”, ou “Ao ajudarem-se uns aos outros com os seus problemas, realmente obedeceis à lei de Cristo” (NCV). Qual é a lei de Cristo? O Senhor Jesus Cristo diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:39). Quando ajudas outras pessoas na sua dor, no seu sofrimento e nos seus problemas – quando entras na comunhão do sofrimento – estás a obedecer ao mandamento de Cristo para amares o próximo como a ti mesmo.
Muitas pessoas pensam no amor como chocolate, rosas e canções de amor. Mas o verdadeiro amor trabalha para o bem da outra pessoa. O amor trata, cuida, das feridas físicas. O amor corta a relva de uma viúva. O amor fica em silêncio com alguém enquanto a pessoa chora. O verdadeiro amor atua. O verdadeiro amor opera. E se deixares, a dor ensinar-te-á como realmente amar.
Se desejas fazer parte da comunhão do sofrimento, tens que ser vulnerável. Tens que arriscar e partilhares o que estás a sentir com alguém e deixares que Deus use a tua dor para te aproximares de outras pessoas.
REFLEXÃO
- O que há de arriscado em seres vulnerável e partilhares as tuas mágoas com outras pessoas?
- O verdadeiro amor trabalha para o bem da outra pessoa. Como sabes quando estás a servir alguém para o bem da pessoa e não para o teu próprio bem?
- O que farás para alcançar alguém hoje, seja para ajudar a pessoa no seu sofrimento, seja para seres vulnerável em relação à tua própria dor?
- R. W.



