O veneno mortal dos insultos
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. – Efésios 4:29
“Paus e pedras podem quebrar os meus ossos, mas palavras nunca me magoarão.” Estas palavras cantadas nos parques infantis nos EUA, são muito familiares aos adultos americanos. Facultam proteção, segurança e resistência contra as palavras ofensivas dos agressores nos jardins de infância. Reprimendas como “És estúpido!” e “Não acredito que tenhas vestido isso!” são exemplos de como as crianças se magoam umas às outras com as suas palavras. Pior ainda, é o que é dito em voz baixa na presença da vítima. Mas por mais dolorosas que sejam tais palavras quando ditas por crianças a crianças, aquelas causam maior dano quando são ditas de pai para filho.
"Ei, gordinho... que tal outro donut?" “Porque não és como a tua irmã/irmão?” “Já não te aguento... na verdade, não posso acreditar que sejas meu filho!"
Palavras como estas penetram na alma de uma criança como um veneno mortal, resultando na morte lenta do belo espírito que existe dentro dela. Na sua carta aos Efésios, o Apóstolo Paulo ordena que as nossas palavras edifiquem os outros de acordo com as suas necessidades, para que possam beneficiar os que as ouvem. Henry Wadsworth Longfellow disse uma vez: “uma jaqueta rasgada é rapidamente consertada, mas palavras duras magoam o coração de uma criança”.
Quando as outras pessoas te ouvem falar com a tua família, especificamente com os teus filhos, o que elas ouvem? Ouvem palavras de encorajamento, aceitação e louvor, ou ouvem palavras descuidadas de amargura, raiva, condenação ou, pior ainda, desprezo? Paulo manda-nos substituir a raiva e a amargura pela bondade, compaixão e perdão. Na verdade, ele afirma que, como pessoas perdoadas, também nós precisamos de ser pessoas que perdoam. Palavras indelicadas, um espírito implacável e uma atitude argumentativa não são características de um seguidor de Cristo.
A verdade é que palavras ditas com raiva, sob desorientação, precipitadas e descuido muitas vezes infligem cicatrizes muito profundas e duradouras. No entanto, nunca é tarde para mudar. Palavras como “sinto muito, por favor, perdoa-me” podem iniciar o processo de cura. Porque não começar hoje?
APROFUNDANDO:
1. O meu discurso e ação são consistentes com alguém que segue a liderança do Espírito Santo ou, em vez disso, estou a entristecer o Espírito Santo nas minhas palavras e ações?
2. Que relacionamento na minha vida precisa de mais mudanças na forma como falo com a outra pessoa? Considera uma maneira específica de “edificares” essa pessoa hoje.
LEITURA ADICIONAL:
Efésios 4:29-32; Tiago 1:19-20, 26; Efésios 6:4
Por L. Snyder



