Uma exortação para orar

 

O Guerreiro de Oração

 

     Já ouviste falar da mulher que se curvou para orar na véspera de Ano Novo, dizendo: “Senhor, para o próximo ano, eu oro por uma conta bancária gorda e um corpo magro. E respondas o que responderes, por favor, não mistures as duas coisas, como fizeste no ano passado.”?

      Embora os cristãos muitas vezes se esqueçam de orar pelos outros, a maioria de nós lembra-se de orar por nós mesmos, especialmente quando se trata de coisas assim!

     Claro que não te passa pela cabeça que um pastor se esqueceria de orar pelos outros, mas os pastores também são Cristãos e também se podem esquecer. Então Paulo escreveu a Timóteo, que era pastor, dizendo:

     “Admoesto-te [ou, exorto-te] pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e acções de graças por todos os homens” (1 Timóteo 2:1).

     Ora, quando Paulo apenas exorta Timóteo a orar depois dele dizer para advertir alguns “que não ensinem outra doutrina” (1:3,18), é fácil concluir daí que orar não é tão importante quanto ensinar. Mas uma exortação de Deus é coisa séria! Depois que o Senhor disse aos judeus que “o sangue de todos os profetas” seria “requerido a esta geração” (Lucas 11:50,51), Pedro exortou-os, “dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.” (Atos 2:40) Para mim isto parece sério! E quando Paulo nos exorta a orar, sabemos que a oração deve ser um assunto igualmente sério aos olhos de Deus.

     Ao olharmos para o capítulo anterior para ver porque Paulo exortou Timóteo a orar, uma vez que ele começa com a palavra “pois”, vemos que Paulo tinha acabado de o incumbir de “[militar] boa milícia [ou, combater bom combate]” (1:18). Bem, o que todo o soldado faz antes de ir para a batalha? Ora! Não me importa se ele é cristão ou não. Um velho ditado diz: “Não há ateus em trincheiras!”

     No entanto, como Cristãos, é tão fácil esquecer que Deus nos chamou para “lutar… contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:12). Depois que Paulo ter continuado nessa passagem a descrever a armadura que Deus nos deu para conduzir aquela guerra (v. 13-17), ele exortou os efésios a orar (v.18). Naturalmente! Depois de vestir a armadura, todo soldado romano certamente oraria ao seu deus, e nós também devemos fazê-lo ao nosso verdadeiro Deus.

     Amados, devemos orar pelos perdidos a quem falamos de Cristo, e devemos orar pelos santos a quem falamos do mistério, se esperamos “combater o bom combate” contra os espíritos malignos que os mantêm nas trevas com as suas “doutrinas de demónios” (1 Tim. 4:1). Se estás a trabalhar para trazer almas a Cristo e depois edificá-las na fé, porque não segues o exemplo de Epafras, que vemos “combatendo sempre… em orações” pelas pessoas a fim de se “[conservarem] firmes, perfeit[a]s e consumad[a]s em toda a vontade de Deus (Colossenses 4:12)?

por Ricky Kurth

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