O que há num nome?
Esta foi a pergunta que Julieta (de Romeu e Julieta de William Shakespeare) fez ao saber que o apelido de Romeu era Montague, apelido da família rival da sua. Quando ela prosseguiu dizendo: “Aquilo que chamamos de rosa por qualquer outro nome teria o mesmo cheiro doce”, dizem que que Shakespeare estaria a zombar do Rose Theatre (Teatro Rosa), rival do seu próprio Globe Theatre (Teatro Globo). Dizia-se que as condições sanitárias nada desejáveis no Teatro Rosa tinham criado uma atmosfera um tanto malcheirosa!
O nome “Paulo” significa pequeno, mas o apóstolo que tinha esse nome chamava-se originalmente “Saulo” (Atos 13:9), nome que significa desejado. Quando o povo de Israel desejou um rei (1 Sam. 8:5), Deus disse ao profeta Samuel para escolher um homem chamado Saul (ou, Saulo) (1 Sam. 9:17). Ao transmitir isso a Saul, Samuel disse: “E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura, não é para ti…?”(v. 20).
Isto leva-nos a perguntar sobre o apóstolo Paulo: “Porque é que um homem cujo nome significa desejado escolheria usar um nome que significa pequeno?” Acreditamos que a resposta é que ele não queria mais ser desejado pelos homens. Ele agora desejava parecer pequeno aos olhos dos homens, para que o Senhor se agigantasse diante deles e eles começassem a desejá-Lo a Ele. Se procuras realização na vida, podes considerar seguir o seu exemplo, pois esse é o único caminho de alegria para um crente no Senhor Jesus Cristo.
Vemos isso claramente enfatizado no caso do rei Saul, que escolheu um caminho oposto ao escolhido por Paulo. O rei Saul começou pequeno aos seus próprios olhos e depois ficou “grande demais para caber nas suas calças”, como se costuma dizer. Sabemos que Saul começou bem, pois quando Samuel lhe disse que Deus o havia escolhido para ser o rei de Israel, ele respondeu:
“Porventura, não sou eu filho de Benjamim, da menor das tribos de Israel? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com semelhantes palavras?” (1 Sam. 9:21).
Como membro da menor família da menor tribo de Israel, Saul sentiu-se desqualificado para liderar o povo de Deus. Porém, Deus escolheu-o porque ele considerava-se menos que o menor de todos os santos de Israel. Sabemos disso porque quando ele se rebelou contra Deus, Samuel disse-lhe:
“… [Quando eras pequeno] aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o Senhor te ungiu rei sobre Israel… Porque, pois, não deste ouvidos à voz do Senhor?…” (1 Sam. 15:17-19).
O uso do pretérito por Samuel aqui indica que Saul não era mais pequeno aos seus próprios olhos. Evidentemente ele começou a pensar: “Eu sou o rei de Israel, posso fazer o que quiser!” Se pensas que és o rei da tua vida e podes fazer o que quiseres, depressa se verá, como se viu em Saul, que és alguém que não é mais “idóneo para uso do Senhor” (2 Timóteo 2:21). ).
Amado, é da natureza humana querer ser desejado pelos homens, mas é uma evidência da natureza divina desejar parecer pequeno aos olhos dos homens para que o Senhor possa parecer grande aos seus olhos. Porque não aprender com o pobre exemplo do Rei Saul e escolher o caminho que o Apóstolo Paulo escolheu? Ele começou como alguém desejado pelos homens, mas aprendeu a olhar para si mesmo como “o mínimo de todos os santos” (Efésios 3:8), alguém que ansiava que “Cristo [fosse]… sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1:20).
Desejas que o Senhor seja engrandecido em ti?
por Ricky Kurth



